BI344 - O Instalador

ENTREVISTA 18 O grupo Contimetra Sistimetra atua há décadas no setor da automação e da gestão técnica de edifícios. Que fatores explicam a sua capacidade de adaptação e relevância num mercado tão técnico e exigente? O seu nascimento há 62 anos, resultou da consciencialização de um grupo técnico, qualificado e heterogéneo, de pessoas que, pensando à frente, empreenderam para responder oportunamente (e com proximidade) às necessidades da indústria (química elétrica e metalomecânica) nas áreas da manutenção, controlo e automação de processos. A resposta focada na comercialização e apoio técnico de qualidade de equipamentos tecnologicamente de ponta, abriu caminho para aceitar o desafio de implementar as primeiras instalações de GTC(SACE), na década de 70, em edifícios de grande porte em Portugal, como são exemplo o Banco Espírito Santo, na Avenida da Liberdade em Lisboa, o Edifício Marconi (atuais instalações do Banco de Portugal), na Avenida Álvaro Pais ou mais recentemente, no setor farmacêutico, o edifício da Edol, em Carnaxide - Lisboa. Ao longo dos anos, os fatores foram-se somando, mas é importante destacar que desde o seu início, o espírito “de avanço” manteve-se no ADN do grupo Contimetra Sistimetra com base em parcerias fortes com marcas de renome internacional, como a Johnson Controls, a Trox e a Belimo, complementadas localmente pelo grupo Contimetra Sistimetra com o melhor apoio técnico, para responder às sempre crescentes expetativas dos nossos clientes. O setor dos edifícios vive hoje uma forte pressão regulatória, tecnológica e ambiental. Como é que a empresa tem acompanhado as novas diretivas europeias, nomeadamente a EPBD, e que impacto isso tem nas soluções que desenvolve? A energia é um dos assuntos que preocupa o planeta, desde as fontes à sua utilização. Por isso sentimos que a regulamentação é absolutamente crucial, num setor responsável por 40% da energia consumida, como é o caso dos edifícios. O Grupo, pela sua posição no mercado, segue naturalmente todas as diretivas que regulamentam a sua área de negócio certificando-se que os equipamentos e componentes que promove cumprem com as diretivas e regulamentos em vigor. Porém, o nosso contributo vai além da vertente comercial, desenvolvendo diversas iniciativas técnicas ao longo do ano com o objetivo de dotar a comunidade de conhecimento normativo, por vezes difícil de interpretar e, até mesmo, de colocar em prática nos diferentes projetos. A diretiva EPBD no setor dos edifícios é o nosso guia de avaliação das aplicações que desenvolvemos e propomos, baseados nos equipamentos que comercializamos que, por sua vez, foram já concebidos no contexto da mesma. A Gestão Técnica Centralizada é hoje um pilar dos edifícios modernos. Que papel desempenham os sistemas SACE na resposta às exigências de eficiência energética, monitorização e controlo? Os edifícios modernos em especial na área dos serviços, na área hospitalar, na área da hotelaria e outros em áreas equivalentes e igualmente preponderantes, são dotados de mais ou menos sistemas eletromecânicos que no seu conjunto, dão suporte às condições de serviço, produtividade e bem-estar, necessárias aos utentes que os utilizam. A diversidade técnica dos sistemas instalados, a energia consumida e a complexidade das suas funções, requer a observância constante das suas condições de funcionamento. A condução, a monitorização, a racionalização das funções de controlo, a sua otimização de modo a aumentar a eficiência energética e a evidenciá-la relativamente às instalações técnicas destes edifícios, têm nos SACE a ferramenta fundamental. Além da energia, temas como a Qualidade do Ar Interior, o conforto e a saúde dos ocupantes ganharam protagonismo. Como é que a automação responde? Cada vez mais existe a consciência de que o bem estar, e, por conseguinte, o desempenho, dos colaboradores deve muito à qualidade do ambiente do seu local de trabalho. Entre outros fatores, o ambiente depende da qualidade do ar que se respira. As unidades de tratamento de ar (UTA) são projetadas, em primeira instância, para as cargas térmicas a combater e por outro lado, em resposta ao número de pessoas que estatisticamente e em simultaneidade poderão vir a ocupar os espaços servidos. Este primeiro passo na otimização energética é central e normativamente seguido pela gestão individual, em cada espaço, ou seja, a gestão do caudal de ar em função da ocupação. Os reguladores terminais de caudal de ar variáveis (VAV) em conjunto com os transmissores de qualidade do ar ambiente (ideal) ou no retorno/extração, são a ponte que liga a função “qualidade do ar” à automação (controlo) e à gestão técnica. A solução da Contimetra Sistimetra inclui toda a cadeia reguladores de caudal de ar e água; sensores de qualidade do ar; controlador DDC dedicado integrável na SACE. A monitorização contínua e a recolha de dados tornaram-se centrais na gestão dos edifícios. Como é que estas ferramentas contribuem para a racionalização dos consumos e para os objetivos de descarbonização? A monitorização contínua e a recolha de dados beneficiam do aumento da capacidade de armazenamento nos

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