BI344 - O Instalador

ENTREVISTA 19 sistemas de gestão. Deste ponto de vista, a capacidade de armazenar um histórico maior constitui uma fonte de dados com relevância em análises e decisões futuras. O histórico construído ao longo do tempo permite aos gestores dos edifícios analisarem o seu comportamento térmico, energético, fiabilidade dos equipamentos e outras situações que da análise histórica de ocorrências podem ser identificadas. Todos estes resultados analíticos permitem ajustar estratégias de operação, otimizar a utilização dos equipamentos e corrigir anomalias antes de assumirem maior impacto. Esta atuação preditiva e informada traduz-se diretamente numa melhoria da eficiência global do edifício e numa racionalização consistente dos consumos energéticos — um contributo essencial para cumprir as metas de descarbonização. A inteligência artificial (IA) começa a ganhar expressão na gestão de edifícios. Que potencial vê na utilização de IA? A capacidade de armazenamento de dados permite uma melhor análise do comportamento dos sistemas e equipamentos técnicos dos edifícios. Porém, a quantidade e natureza de dados recolhidos são por vezes difíceis de analisar de forma global, quando por exemplo ocorrências individuais, aparentemente independentes, contribuem para anomalias dos equipamentos e dos sistemas. A plataforma OpenBlue, desenvolvida pela nossa parceira de negócios Johnson Controls, é a resposta à gestão dos edifícios como apoio indispensável à monitorização e análise das variáveis associadas ao comportamento energético dos edifícios e funcionamento e desempenho dos equipamentos e sistemas. A IA na Plataforma OpenBlue é o apoio complementar ao gestor com base em algoritmos pré configurados que analisam, comparam e simulam dados de situações múltiplas apoiando a gestão do edifício com a perceção de sinais de funcionamento anómalo numa fase embrionária permitindo desenvolver ações preventivas/corretivas de custos muito inferiores aos que teriam de ser suportados caso os “problemas” aumentassem por falta de ação atempada. Por outro lado, permite apresentar evidências, obrigatórias, sobre a efetiva redução da 'pegada carbónica'. Contribui assim para o bom desempenho global do edifício e da sua missão. Do ponto de vista técnico, o que distingue o desenvolvimento da lógica de controlo nos sistemas do grupo Contimetra Sistimetra? O Grupo rege-se pela lógica do 'loop' de controlo - 1º medir; 2º comparar; 3º atuar. Partindo do princípio básico de que 'Não se pode controlar o que não se mede' damos importância à medida, de acordo com a aplicação, na adequação, qualidade e precisão do 'sensor' e na localização e qualidade da

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