BI344 - O Instalador

ENTREVISTA 20 Adicionalmente, contamos com parcerias robustas quer a nível de equipamento, componentes e software, dotando-nos de uma visão e conhecimento amplo e multidisciplinar, do comportamento de cada um dos fatores e do impacto e importância que cada um tem no edifício. A fase de testes e comissionamento é crítica para o sucesso de qualquer sistema. Que metodologias utilizam? O conjunto de elementos que conjugados entre si cumprem um determinado propósito formam um sistema. Estes, de acordo com a sua natureza, terão mais ou menos intervenientes. O seu teste e comissionamento é assim da responsabilidade de todos os intervenientes fornecedores / instaladores. A metodologia que propomos sempre é o planeamento cronográfico desses testes antes da intervenção do controlo / SACE (GTC) fazer o comissionamento final do conjunto em funcionamento. Por norma e de modo a garantir a credibilidade do SACE e poder proporcionar a eficaz condução do edifício, cada variável de campo (motores, sensores, válvulas de controlo, atuadores, etc, ) terá obrigatoriamente de ser confirmada. Trabalho de equipa de todos os intervenientes na obra, sem dúvida. O papel do instalador e do integrador tornou-se cada vez mais técnico. Como é que a Contimetra Sistimetra apoia estes profissionais? A todos os profissionais envolvidos exige-se espírito crítico e qualificação adequada. No Grupo existe o espírito da formação e apoio técnico suportados pela formação dos nossos técnicos. Aos técnicos dos nossos clientes mantemos uma filosofia de formações, algumas ministradas por técnicos nossos e outras por técnicos das próprias representadas que nos apoiam neste processo repartido por várias áreas, aeronáutica, hidráulica e automação. Neste sentido a empresa tem promovido regularmente sessões técnicas nas suas instalações ou mesmo em espaços de maior visibilidade e condições de divulgação em eventos de maior participação com o envolvimento de profissionais das marcas de quem somos parceiros. Que normas, referenciais técnicos ou boas práticas internacionais têm vindo a ser trazidas para Portugal e porquê? Acompanhamos de perto a evolução da nova EN ISO 52120-1, no âmbito da EPBD, com as empresas parceiras que atuam no mercado europeu. Tal como já referido faz parte da nossa estratégia técnica e comercial promover equipamentos e componentes que consideramos uma mais-valia significativa relativamente a soluções tidas como 'intocáveis' no mercado nacional. Neste contexto podemos congratular-nos por termos procurado estar à frente do mercado e da necessidade e que se confirma pela nossa adesão sem reservas montagem. A escolha dos nossos parceiros nesta área de componentes foi sempre criteriosa e que acompanham permanentemente a evolução tecnológica. No segundo grupo, a comparação, temos por base sistemas de controlo centralizado e distribuído da última geração de modo a integrar e coordenar subsistemas das diversas áreas técnicas de cada edifício: AVAC, Iluminação artificial e natural, controlo de acessos entre várias outras. Na atuação damos importância aos componentes de campo, com especial relevo àqueles aplicados em AVAC como são o caso dos atuadores de registo de ar e válvulas de controlo hidráulico. Neste terceiro grupo somente marcas de reconhecida qualidade e honestidade técnica como a Belimo e a Frese são a nossa base de trabalho. Não descuramos também a partilha com os nossos parceiros Instaladores de AVAC da informação e esclarecimento técnico relevante para uma adequada montagem. Este procedimento, independentemente da área a que se aplica, é 'escola' na empresa. A integração de diferentes dispositivos, marcas e protocolos continua a ser um desafio em muitos projetos. Como é que o Grupo aborda esta complexidade? Nos SACE a integração de diferentes dispositivos está na ordem do dia. Na Contimetra Sistimetra ao trabalharmos com as soluções Metasys da Johnson Controls, sendo estas de arquitetura aberta, a nossa abordagem consiste em aconselhar, no apoio habitual aos projetos, o uso de protocolos standard mais usados nesta área tais como o BACnet, o Modbus, o M-Bus, o KNX, o MQTT. Nos edifícios a abordagem da integração passa naturalmente pelo levantamento e avaliação dos dispositivos existentes identificando a melhor das soluções; usar o protocolo, se existente, 'transcrever' o dispositivo, ligações e funções, para dispositivo nativo da solução proposta ou substituir por equivalente com protocolo adequado. Em última análise a escolha será económica, sem ferir a operacionalidade e continuidade de serviço esperado.

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