21 às novas propostas técnicas inscritas na última versão da EN ISO 52120-1. Aguardamos com entusiasmo a sua transposição para o ordenamento jurídico português que, segundo o calendário pré-estabelecido, deverá ocorrer até 29 de maio do presente ano. Que papel pode e deve o Governo Português desempenhar para acelerar a adoção de sistemas de gestão técnica? A nosso ver e quando no país se apregoa, e bem, a bandeira da descarbonização, a máxima da eficiência energética e a racionalização no consumo de energia, somadas à instalação cada vez maior de fontes de energias renováveis eólica, solar, hídrica fazia todo o sentido o Governo incentivar medidas complementares de apoio na aquisição de soluções de eficiência térmica / energética, instalação de sistemas de gestão técnica e plataformas digitais, nos edifícios; através de impostos (IVA…), programas de financiamento especiais com juros reduzidos ou outros programas equivalentes. Para terminar, que mensagem deixaria a instaladores, projetistas e decisores? Mais do que uma mensagem sobre um tema que queremos acreditar já muito poucos têm dúvidas, gostaríamos de apelar à necessidade dos endereçados se juntarem através das ordens e associações que os representam, para 'pressionar' o Governo no sentido já exposto anteriormente. Se os visados analisarem os custos associados à energia prevista / consumida anualmente nos edifícios poderão ter uma avaliação do que seria reduzir esses custos em 20%. A gestão técnica de forma global é um investimento com retorno assegurado em tempo útil. n "O bem-estar tecnológico de que a sociedade contemporânea usufrui tem um custo crescente para o planeta, sobretudo porque continuamos a consumir energia de forma pouco racional. Estamos a esgotar recursos naturais a um ritmo acelerado e, muitas vezes, ignoramos os sinais evidentes das alterações climáticas, que resultam de múltiplas causas acumuladas ao longo do tempo. Perante este cenário, a gestão técnica dos edifícios — quando regulamentada, bem implementada e orientada para a eficiência — torna-se não apenas uma ferramenta tecnológica, mas um dever coletivo. É uma forma concreta de reduzir consumos, melhorar o desempenho energético e mitigar impacto ambiental. Acima de tudo, é um contributo essencial para garantirmos que as próximas gerações recebem um planeta melhor, mais equilibrado e mais responsável do que aquele que herdámos".
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