BI344 - O Instalador

57 TENDÊNCIAS 2026 retorno e a distribuição interna do ar de forma segura e controlada. Para além destes fatores ambiente, a tecnologia “fail-safe” desempenha um papel preponderante, já que, em caso de emergência – incêndio; corte de energia - ou falha, os registos movem os seus componentes mecânicos para uma posição de segurança pré-estabelecida, reforçando a segurança e a fiabilidade global do data center. Os registos JZ-DC para Datacenters foram concebidos como soluções prontas a operar e dimensionadas para elevados caudais de ar, com velocidades de ar de até 8 m/s. As lâminas opostas, garantem a aerodinâmica e um controlo preciso do caudal de ar, podendo ainda ser fornecidas com isolamento em lã mineral de alta densidade, de forma a evitar a formação de condensação e a reduzir a transmissão térmica. Sem descurar o fator de estanquidade cumprindo a norma EN 1751, com classe 4 para fugas de ar no registo fechado e classe C para fugas na caixa. Podem ainda controlar a admissão de ar exterior, promovendo a entrada de ar fresco e reduzindo a dependência do ar “recirculado”, com ganhos ao nível da eficiência energética. A PREOCUPAÇÃO E O CAOS DE UM INCÊNDIO EM DATACENTERS Compreender a IA significa explorar oportunidades e dissipar os medos. A inteligência artificial é uma área em franco desenvolvimento com rápidos avanços e que está frequentemente associada a uma perda de controlo, hackers e grande incerteza. Medos como estes são geralmente causados pela falta de conhecimento. É por isso que especialistas em tecnologia digital e IA, como Sanjay Sauldie, recomendam formação regular aos funcionários das empresas que as usam. Quanto mais as pessoas mergulham nos processos complexos por trás das oportunidades e riscos baseados em IA e os compreendem, mais claramente estruturas transparentes e compreensíveis podem ser vistas. Isto torna mais provável que as empresas sejam capazes de explorar e implementar as possibilidades que a IA oferece de forma construtiva, ao mesmo tempo que são muito mais proficientes em limitar os riscos potenciais. Compreender o tema gera confiança e dissipa o medo. CONCLUSÃO A inteligência artificial está a redefinir profundamente a forma como produzimos, analisamos e gerimos informação, impulsionando ganhos significativos de eficiência, inovação e competitividade em praticamente todos os setores. No entanto, este avanço tecnológico traz consigo desafios estruturais incontornáveis, em particular ao nível do consumo energético e da necessidade crescente de infraestruturas de computação altamente fiáveis, como os datacenters. Neste novo paradigma, a engenharia AVAC assume um papel absolutamente central. A capacidade de garantir condições térmicas rigorosas, controlo preciso da humidade, elevada estanquidade e segurança operacional deixou de ser apenas um requisito técnico para se tornar um fator crítico de continuidade de negócio, sustentabilidade e desempenho computacional. Soluções de arrefecimento eficientes, inteligentes e resilientes são hoje tão estratégicas quanto o próprio poder de processamento instalado. O futuro passará inevitavelmente pela integração entre sistemas digitais avançados, como a IA, e soluções AVAC cada vez mais especializadas, robustas e energeticamente eficientes. Encontrar o equilíbrio entre inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e segurança operacional será o grande desafio — e simultaneamente a grande oportunidade — para os profissionais do setor. Com conhecimento, regulamentação adequada e engenharia de excelência, a inteligência artificial poderá evoluir de forma sustentável, suportada por infraestruturas que garantam desempenho, fiabilidade e confiança a longo prazo. n

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