BI344 - O Instalador

bombas de calor, hoje posicionadas como tecnologia-chave da transição energética. A par do conforto térmico, consolidou- -se definitivamente a preocupação com a qualidade do ar interior (IAQ). A ventilação adequada passou a ser vista como um requisito básico, e não como um extra. Sistemas de ventilação controlada pela procura (DCV), filtros HEPA, UV-C e unidades de tratamento de ar mais eficientes tornaram-se comuns em edifícios de serviços, ensino, saúde e escritórios. JÁ NÃO BASTA TROCAR MÁQUINAS Uma das conclusões mais relevantes dos dois estudos é que o mercado já não cresce apenas pela substituição de equipamentos antigos. O verdadeiro motor está na transição para sistemas completos, integrados e inteligentes. As principais tendências até 2030 incluem: • bombas de calor como solução central de aquecimento e arrefecimento; • sistemas modulares e descentralizados, mais fáceis de adaptar a edifícios existentes; • integração de sensores, IoT, BMS e monitorização em tempo real; • ventilação mecânica com recuperação de calor como prática corrente; • substituição de equipamentos por soluções eco-design, baixo GWP e alta eficiência. O relatório REPower Regions, baseado em 68 casos reais, mostra que muitos ganhos energéticos foram alcançados não com grandes obras, mas com comissionamento correto, afinação de sistemas e melhoria do controlo. Em vários edifícios, o problema não estava no equipamento, mas na forma como era operado. FALTA DE TÉCNICOS QUALIFICADOS É O MAIOR RISCO Apesar do crescimento do mercado, ambos os estudos apontam para um problema crítico: a escassez de profissionais qualificados. 60 TENDÊNCIAS 2026

RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx