BI344 - O Instalador

66 ENERGIA IETI apresenta em Davos um roteiro para reforçar a competitividade industrial e energética de Portugal e Espanha Num contexto marcado pela crescente pressão geopolítica, a aceleração da transição energética e a perda de peso industrial da Europa face a outras grandes economias, a Iberian Industry and Energy Transition Initiative (IETI) apresentou no Fórum Económico Mundial de Davos cinco prioridades estratégicas para garantir a competitividade industrial e energética de Portugal e Espanha e reforçar, a partir da Península Ibérica, a autonomia estratégica europeia. Pelo segundo ano consecutivo, a IETI — uma plataforma intersetorial liderada pela McKinsey & Company em conjunto com grandes grupos industriais e energéticos como ACS, EDP, Galp, Iberdrola, Moeve, Naturgy, Repsol e Técnicas Reunidas — atualizou a sua análise sobre o papel que Portugal e Espanha podem desempenhar na reindustrialização europeia impulsionada pela transição energética. A análise da McKinsey & Company aponta que estes dois países poderiam gerar, em conjunto, até um bilião de euros em valor acrescentado e um milhão de empregos até 2030. Apesar de a Península Ibérica ter vantagens estruturais únicas, o tempo para capitalizá-las está a esgotar-se. A execução, mais do que o diagnóstico, será o fator decisivo. VANTAGEM COMPETITIVA IBÉRICA: ENERGIA RENOVÁVEL E BASE INDUSTRIAL De acordo com a análise apresentada em Davos, Portugal e Espanha podem situar-se na vanguarda da competitividade europeia graças a uma combinação de fatores dificilmente replicáveis noutras regiões do continente. Entre eles, destaca-se uma vantagem de custos em energias renováveis de cerca de 20%, derivada de condições naturais favoráveis, bem como uma base sólida em combustíveis renováveis, infraestruturas energéticas existentes e capacidades industriais consolidadas. Esta combinação permitiria a ambos os países reindustrializar-se mais rapidamente, impulsionar o crescimento económico e reforçar a autonomia estratégica europeia em setores básicos. Nas palavras de Miguel Stilwell d'Andrade, diretor executivo da EDP, “a Península Ibérica já demonstrou que a energia limpa pode escalar”, sublinhando que a vantagem competitiva futura não virá de uma maior regulamentação, mas de uma execução mais rápida, com licenças ágeis, regras estáveis e redes modernas e interligadas. SINAIS POSITIVOS, MAS COM LACUNAS ESTRUTURAIS PERSISTENTES A atualização do Índice IETI, que acompanha 21 indicadores relacionados com a transição energética e a indústria, mostra uma evolução na direção certa, embora seja necessário acelerar o progresso para superar as lacunas estruturais industriais.

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