BI344 - O Instalador

67 ENERGIA Em contrapartida, alguns indicadores industriais mostram sinais de recuperação, como a produção de veículos em Espanha (2,4 milhões de unidades) e o emprego industrial (2,9 milhões de pessoas em Espanha), que avançam em linha com os objetivos fixados para 2030. TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: ESPANHA EM LINHA, PORTUGAL À FRENTE O relatório indica que, em matéria de transição energética, Espanha avança conforme previsto e Portugal está à frente da curva, com indicadores especialmente positivos em termos de implementação de energias renováveis, preços da energia e eletrificação dos transportes. Portugal já atinge 35% de energias renováveis no seu mix elétrico, enquanto os preços da energia em Espanha estão 27% abaixo da média da União Europeia. A adoção do veículo elétrico também se destaca, com 40% das vendas em Portugal. Ainda assim, o relatório sublinha que continuam a ser necessários incentivos ao investimento em redes elétricas e à implantação de moléculas renováveis. CINCO PRIORIDADES PARA PASSAR DA AMBIÇÃO À EXECUÇÃO Conscientes de que a janela de oportunidade está a fechar-se, os membros do IETI apresentaram em Davos cinco iniciativas prioritárias para desbloquear o potencial da Península Ibérica e liderar a transição energética e a reindustrialização europeia. 1. Mais ambição e coordenação em setores estratégicos A primeira prioridade passa pela criação e expansão de ecossistemas Da esquerda para a direita: Mónica Andrés, vice-presidente executiva para a Europa e diretora-geral da Yara International; Maarten Wetselaar, diretor executivo da Moeve; Jukka Maksimainen, sócio sénior da McKinsey & Company; Josu Jon Imaz, diretor executivo da Repsol; João Diogo Marques da Silva, co-CEO e EVP Commercial da Galp; Maria Joao Ribeirinho, sócia sénior da McKinsey & Company; David González, sócio sênior da McKinsey & Company; Francisco Reynés, presidente executivo da Naturgy; Miguel Stilwell d'Andrade, diretor executivo da EDP; Mikel Jauregi Letemendia, conselheiro do Ministério da Indústria, Transição Energética e Sustentabilidade do Governo Basco; Maria João Carioca, co-CEO e CFO da Galp e Agustin Delgado, diretor de Inovação e Sustentabilidade da Iberdrola. Entre os sinais encorajadores, o relatório destaca o aumento dos projetos após a decisão final de investimento (pós-FID), que se multiplicaram por dois em Espanha e por cinco em Portugal. Também mantêm uma trajetória positiva as incorporações de capacidade de geração, o desenvolvimento de gases renováveis e o armazenamento de energia em pequena escala, o que poderia significar uma melhoria progressiva dos resultados industriais e da autonomia estratégica. No entanto, o diagnóstico continua a apontar para fragilidades estruturais no domínio industrial. O investimento em I&D — situado entre 1,5% e 1,7% do PIB —, a produtividade laboral, a qualidade regulatória e o peso da indústria na economia permanecem estagnados, abaixo da média europeia e dos Estados Unidos.

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