BI344 - O Instalador

8 Bosch mantém estabilidade num contexto de mercado desafiante Num contexto de mercado difícil, marcado pela quebra da procura na América do Norte e pela persistente incerteza na Europa, o Bosch Home Comfort Group registou avanços estratégicos relevantes em 2025. A empresa reforçou a sua posição de liderança no mercado global de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e conquistou ganhos significativos de quota de mercado nos segmentos europeus de bombas de calor e ar condicionado. De acordo com dados preliminares, o Bosch Home Comfort Group manteve as vendas estáveis em cerca de 4,4 mil milhões de euros (excluindo as unidades adquiridas), contribuindo de forma significativa para a rentabilidade do Grupo Bosch. Em termos nominais, as vendas cresceram 0,3% face ao ano anterior, e cerca de 3% quando ajustadas aos efeitos cambiais. Segundo Jan Brockmann, CEO do Bosch Home Comfort Group, “2025 foi um ano exigente para a indústria global de AVAC. Conseguimos manter-nos firmes num mercado difícil e aumentar a nossa quota de mercado na Europa, nos segmentos de bombas de calor e ar condicionado”. A integração do negócio de AVAC residencial e comercial ligeiro da Johnson Controls e da Hitachi foi concluída dentro do prazo, em janeiro de 2026, e já está a gerar os primeiros efeitos de sinergia, nomeadamente ao nível do portefólio de produtos e da logística. “Com a conclusão bem-sucedida da integração em janeiro de 2026, demos um passo decisivo e assumimos uma posição de liderança a nível global. Tal deve-se, em grande parte, ao trabalho excecional das nossas equipas”, acrescenta Brockmann. EDITORIAL Há momentos em que a realidade nos obriga a parar. A tempestade ‘Kristin’ foi um deles. Não apenas pelas imagens de destruição que marcaram o centro do país, mas pelo que revelou sobre a nossa vulnerabilidade quando a natureza mostra a sua força. Casas parcialmente destruídas, empresas paralisadas, estradas cortadas, pinhais inteiros arrasados, redes elétricas em colapso, regiões sem luz durante dias. E no fecho desta edição, enquanto ainda se contavam os prejuízos, já se anunciava a aproximação de uma nova tempestade. Para quem trabalha no terreno — instaladores, técnicos, engenheiros, gestores de edifícios — estes dias não foram apenas notícia. Foram chamadas a meio da noite, equipas mobilizadas à pressa, sistemas em falha, e a certeza de que há edifícios que simplesmente não estão preparados. Quando a energia falha, tudo o resto entra em modo de sobrevivência. E é nesse momento que se percebe a importância crítica da redundância energética e da preparação de sistemas alternativos. As alterações climáticas deixaram de ser uma ameaça distante. Estão aqui, agora, a transformar como vivemos e planeamos. Os fenómenos extremos são cada vez mais frequentes. E os edifícios são a primeira linha de resposta. Ou de falha. Esta edição surge num contexto revelador. Falar de bombas de calor, chillers ou eficiência energética deixou de ser planeamento distante. É discutir como os edifícios podem responder a uma realidade climática violenta e imprevisível. A eficiência continua central, mas já não basta. Hoje exige-se fiabilidade, monitorização contínua e capacidade de resposta. Exige-se resiliência. As bombas de calor consolidam-se como pilar da transição energética. Os chillers evoluem para aplicações críticas. A gestão técnica ganha dimensão estratégica: não se trata apenas de otimizar, mas de garantir continuidade quando algo falha. O setor enfrenta também desafios estruturais: falta de mão de obra qualificada, pressão regulatória, complexidade crescente. Tudo num mercado que exige competência técnica e preparação para o inesperado. A tempestade Kristin deixou um rasto que não se apaga facilmente. A equipa da revista ‘O Instalador’ está ao lado de todos os que foram atingidos - famílias, empresas, comunidades inteiras que agora enfrentam a difícil tarefa de reconstruir. E porque sabemos que a próxima tempestade chegará, fazemos desta edição um compromisso: continuar a informar, a apoiar e a contribuir para que, juntos, estejamos mais preparados. Quando a tempestade bate à porta

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