TÉCNICO 91 iv. Classe 2: Tensão máxima de uso até 17.000 V. v. Classe 3: Tensão máxima de uso até 26.500 V. vi. Classe 4: Tensão máxima de uso até 36.000 V. O uso de luvas de cobertura, feitas de látex ou borracha, devem ser sempre usadas com uma luva de proteção mecânica (em couro) por cima, para evitar furos ou cortes, bem como devem ser inspecionadas regularmente. As luvas têm validade de doze meses a partir da data de fabricação, antes da primeira utilização. Testes periódicos em laboratório (geralmente a cada seis meses) devem ser feitos e ser objeto de registo de marcação e controlo que evidencie as datas de colocação ao serviço e as verificações efetuadas. As luvas das classes 00 e 0 podem ser verificadas através de um teste pneumático antes do uso e inspeção visual. As propriedades eletrostáticas (se aplicável), de acordo com a EN 1149-1, -2 e -3, são geralmente asseguradas por malhas técnicas (como nylon ou fibra de carbono) revestidas com poliuretano ou nitrilo, garantindo destreza, proteção à abrasão, para evitar descargas capazes de danificar componentes eletrónicos ou causar ignição em atmosferas explosivas. O tratamento contra o envelhecimento e de manutenção da rigidez dielétrica deve ser mantido, sem o que não devem ser utilizadas. 2.5 Proteção Biológica Utilizadas no setor da saúde, laboratórios e manipulação de agentes biológicos, focam-se na criação de uma barreira contra microrganismos. São Equipamentos de Proteção Individual (EPI) classificados como Categoria III (riscos mortais ou irreversíveis) e devem cumprir as especificações da norma EN ISO 374-5, distinguindo-se pelo nível de estanquicidade contra bactérias, fungos e vírus. São dois os grandes grupos: i. Luvas contra microrganismos - bactérias e fungos - asseguram a estanquidade (impermeabilidade à água e ao ar) e protegem contra a transferência de bactérias e fungos (EN 374-2). ii. Luvas contra vírus – asseguram proteção extra contra vírus, sendo testadas com bacteriófagos para simular a penetração de agentes patogénicos transmitidos pelo sangue (EN ISO 374-5, com o teste ISO 16604). Já quanto à classificação de Risco Geral (EPI), há a considerar: iii. Categoria I (Design Simples): Proteção contra riscos menores (ex.: luvas de limpeza doméstica). Não adequadas para proteção biológica. iv. Categoria III (Design Complexo) - alto risco - todas as luvas de uso médico, laboratorial ou industrial com exigência biológica pertencem obrigatoriamente a esta categoria. MANUTENÇÃO, ARMAZENAMENTO E SUBSTITUIÇÃO Os EPI devem ser regularmente inspecionados para detetar sinais de desgaste, contaminação ou perda de eficácia. As boas práticas incluem: i. Limpeza conforme instruções do fabricante; ii. Armazenamento em local seco e protegido da luz; iii. Substituição imediata em caso de danos. A vida útil das luvas varia consoante o tipo de material e as condições de utilização, sendo essencial respeitar as recomendações do fabricante. FORMAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO DOS TRABALHADORES A eficácia dos EPI depende, em grande medida, da formação dos utilizadores. O empregador deve assegurar que os trabalhadores: i. Conhecem os riscos associados à sua atividade; ii. Sabem selecionar e utilizar corretamente as luvas; iii. Estão conscientes das limitações do EPI; iv. Participam em ações de formação periódicas. CONCLUSÃO Os equipamentos de proteção individual para as mãos desempenham um papel fundamental na prevenção de acidentes e doenças profissionais, dependendo a sua eficácia não apenas da qualidade técnica e conformidade normativa, mas também de uma correta seleção, utilização e manutenção.
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