TÉCNICO 90 excelente alternativa para quem tem alergia ao látex; o latex, com boa flexibilidade e tato, protege contra ácidos diluídos e bases, ainda que seja inadequado para solventes orgânicos; o neopreno oferece alta flexibilidade e é equilibrado contra solventes, ácidos e óleos; o butilo tem elevada resistência a acetonas, álcoois e ácidos fortes; o álcool Polivinílico (PVA) é excelente contra solventes fortes (aromáticos e clorados), porém é degradável quando em contacto com a água; viton, ou seja, borracha sintética de altíssimo desempenho, é eficaz para químicos altamente perigosos e permeáveis, como hidrocarbonetos clorados. 2.3 Proteção Térmica As luvas resistentes ao calor ou frio extremo são usadas em indústrias metalúrgicas, vidreira, de plásticos, fornos, petróleo e gás, alimentar ou de criogenia. Com elas, os utilizadores submetem-se a altas temperaturas ou temperaturas extremas, ao fogo direto e incêndio ou, de forma menos intensa, por contacto com elementos quentes. O risco térmico, a baixas temperaturas, pode ocorrer na execução de atividades laborais, como o frio de um congelador, câmaras frigoríficas e manipulação de gases liquefeitos a baixa temperatura, por exemplo. O fabrico com recurso a materiais isolantes deve ser certificado por observância da EN 407 (calor), intensidade do calor (convectivo, de contacto, radiante ou salpicos de metal fundido) e da EN 511 (frio), consoante a temperatura. Exige-se, na seleção destes, atenção aos diferentes níveis de resistência (de 1 a 4), em função de cada tipo de ameaça térmica. A pele/couro (crute ou flor) são ideais para manuseamento geral com calor moderado e proteção mecânica (ex.: soldadura); as fibras sintéticas (Kevlar ou Nomex) oferecem alta resistência a cortes e excelente isolamento ao calor por contacto, sem derreter. Os tecidos aluminizados são projetados para proteção térmica e refletir o calor radiante, mesmo contra grandes projeções de metal fundido (ex.: fundição, siderurgia); são duráveis, leves e flexíveis, sem comprometer o conforto na utilização; os materiais multicamadas/ silicone utilizam-se para temperaturas muito extremas de contacto ou proteção contra o frio (criogenia). Para soldadura ou manuseamento de peças quentes, são essenciais as luvas de soldador, em conformidade com o padronizado pela EN 407. 2.4 Proteção Elétrica Concebidas em obediência a requisitos de isolamento elétrico rigorosos para trabalhos em tensão ou proximidade de instalações elétricas, as luvas de proteção elétrica (isolantes) são EPIs (categoria III) para proteger contra choques e arco elétrico. Dividem-se em classes (00 a 4), conforme a tensão máxima de uso. A capacidade de isolamento é definida pela norma EN 60903 / IEC 60903. i. Classe 00: Tensão máxima de uso até 500 V. ii. Classe 0: Tensão máxima de uso até 1000 V (Baixa Tensão). iii. Classe 1: Tensão máxima de uso até 7500 V.
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