TÉCNICO 89 ii. Categoria I (Riscos Menores): Design simples e de baixo nível, que podem ser facilmente identificados pelo utilizador. Ex.: luvas para manuseamento de objetos quentes até 50 °C. iii.Categoria II (Riscos Médios): Oferecem proteção intermédia contra riscos significativos, mas não imediatos ou ameaçadores, que causem lesões irreversíveis ou de vida. Ex.: luvas de proteção química de uso geral. Os fabricantes devem recorrer a uma avaliação da conformidade feita por organismo notificado, que verifica o cumprimento dos requisitos essenciais de saúde e segurança. iv. Categoria III (Riscos Graves/Mortais): Equipamentos complexos para proteger contra riscos fatais ou danos irreversíveis à saúde (ex.: luvas para proteger de produtos químicos perigosos, eletricidade de alta tensão (eletrostáticas), luvas para soldadura, calor extremo e luvas de proteção biológica (látex, nitrilo com resistência à perfuração e microrganismos)). Para uma proteção mais eficaz, devem incluir manguitos. 2.1 Proteção Mecânicos A exposição, no meio industrial e na construção, a agentes mecânicos, por contacto com serras, guilhotinas, arestas afiadas, prensas, aproximação de engrenagens, máquinas rotativas, projeção de partículas e/ou fragmentos de metal ou madeira durante as operações de manipulação, ferramentas manuais ou materiais, são fonte capaz de provocar abrasão, esmagamentos, cortes e lacerações, independentemente do grau de severidade. Na maioria das luvas de proteção, devem considerar-se os seguintes aspetos: i. A natureza do suporte material têxtil de fabrico, neutralidade do pH, quantidade de CrVI (crómio hexavalente) detetável (≤3 mg/kg), ausência de substâncias alergénicas incorporadas e inocuidade; a pele (couro) oferece durabilidade para trabalhos pesados (construção civil, soldadura e manuseamento de materiais abrasivos); o nitrilo e poliuretano (PU), revestidos ou banhados sobre suporte de malha, são ótimos para o tato e resistência a óleos, sendo usados na indústria automóvel e montagem; o kevlar ou fibras de alto desempenho proporcionam resistência extrema ao corte sem perder a flexibilidade, sendo, por exemplo, adequadas na indústria do vidro, metalurgia e corte de carne; em crute, mais grossas e robustas, são indicadas para trabalhos pesados e proteção geral, ainda que com menor precisão tátil. ii. Ergonomia, conforto e tamanho de acordo com o comprimento e circunferência da mão; luvas largas reduzem a precisão e aumentam o risco de ficarem presas em máquinas; luvas apertadas causam fadiga e dificultam a circulação. iii. Destreza, ou seja, a capacidade de segurar parafusos, ferramentas manuais ou operar ecrãs sensíveis ao toque sem tirar a luva. Para o revestimento da palma e dedos, o nitrilo é de excelente resistência a óleos, gorduras e abrasão; o poliuretano permite aderência em seco, precisão e tato apurado; já o latex permite boa flexibilidade e aderência. iv. Absorção e transmissão de vapor d’água; o uso de materiais respiráveis ou luvas interiores de algodão ajuda a mitigar o suor em trabalhos intensos. Nas luvas de malha, verificar-se na ficha técnica o número do Gauge (G), ou seja, a unidade de medida de diâmetro. A regra fundamental é inversa: quanto maior o número do Gauge, mais fina é a agulha ou o fio; inversamente, quanto menor o número, mais grossa é. A malha Gauge 13, a mais comum (boa durabilidade, espessura média), sendo a malha Gauge 15 ou 18 fabricadas com fios ultrafinos e trança muito apertada. Esta é a escolha ideal de equilíbrio, pois a luva molda-se como uma segunda pele (destreza máxima) e, por ser compacta, resiste muito bem ao desgaste. 2.2 Proteção Química Criadas para criar uma barreira estanque no manuseio de ácidos, bases, solventes, óleos orgânicos ou inorgânicos, por exposição a substâncias químicas perigosas líquidas, sólidas e gasosas. Este risco pode ser relacionado ou ao contacto direto com a substância química ou a um produto final; são exemplo uma tinta ou peças contaminadas com óleos. Para este tipo de risco, a luva utilizada deve possuir o pictograma de informação, com o qual é necessário relacionar as letras apensas, que representam o produto químico para o qual haverá o contacto. Devem, para além da resistência química, ser flexíveis, ter comprimento de 250 a 350 mm, formato anatómico, ser confortáveis, duráveis, com boa aderência ou antiderrapantes em meio oleoso ou com gordura, mesmo fina. As produzidas em materiais como nitrilo são resistentes a óleos, solventes e derivados de petróleo, sendo uma
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