BI349 - O Instalador

www.oinstalador.com 349 JULHO 2026 Preço €11 | Periodicidade - Mensal (10 edições/ano) A REVISTA DO SETOR DAS INSTALAÇÕES EM PORTUGAL

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6 Edição, Redação e Propriedade INDUGLOBAL, UNIPESSOAL, LDA. Avenida Defensores de Chaves, 15, 3.º F 1000-109 Lisboa (Portugal) Telefone +351 215 935 154 E-mail: geral@interempresas.net NIF PT503623768 Gerente Aleix Torné Detentora do capital da empresa Grupo Interempresas Media, S.L. (100%) Diretora Joana Peres Equipa Editorial Joana Peres, Paqui Sáez Marketing e Publicidade Olinda Gama redacao_oinstalador@interempresas.net www.oinstalador.com Preço de cada exemplar 11 € (IVA incl.) Assinatura anual 110 € (IVA incl.) Registo da Editora 219962 Registo na ERC 119963 Depósito Legal 10480/96 Distribuição total +8.300 envios. Distribuição digital a +7.200 profissionais. Tiragem +1.100 cópias em papel Edição Número 349 – Julho de 2026 Estatuto Editorial disponível em https://www.oinstalador.com/ EstatutoEditorial.asp Impressão e acabamento Lidergraf Rua do Galhano, n.º 15 4480-089 Vila do Conde, Portugal www.lidergraf.eu Media Partners: Os trabalhos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. É proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos editoriais desta revista sem a prévia autorização do editor. A redação de O Instalador adotou as regras do Novo Acordo Ortográfico. Smart home and building solutions. Global. Secure. Connected. A EFICIÊNCIA TEM CLASSE SUMÁRIO ATUALIDADE 8 EDITORIAL 8 BENITECA: Engenharia de Infraestruturas ao Serviço da Eficiência e da Sustentabilidade 13 Arfit reforça capacidade industrial para sustentar crescimento e aposta na internacionalização 16 Mobilidade Elétrica: Da instalação à certificação 22 Cleanwatts Digital acelera integração da mobilidade elétrica inteligente nos edifícios com tecnologia que transforma veículos em aliados da rede 26 Projeto europeu EV4EU desenvolve soluções para acelerar a adoção de carros elétricos na Europa 28 Carregamento rápido ou carregamento de proximidade: estamos a construir a infraestrutura certa para a mobilidade elétrica urbana? 30 Entrevista a Bill McQuade, presidente da ASHRAE 34 Bombas submersíveis para furos: critérios essenciais para uma seleção eficiente em edifícios modernos 40 Amianto em edifícios: onde estamos e para onde o novo diploma nos leva? 44 UPLive: Solar térmico com mais integração, simplicidade e flexibilidade 48 THERMOSITE: Dissipador de calor solar 50 Daikin: O contributo da energia solar térmica para a descarbonização do futuro 52 GreenYellow reforça solarização industrial da Schneider Electric em França 56 TRANE: Soluções integradas para a indústria no controlo de temperatura, humidade e qualidade do ar 58 Redge amplia a sua gama de unidades de tratamento de ar 62 Filtros de ar: um componente crítico no desempenho das UTAs 64 Haice reforça aposta no mercado AVAC com novos lançamentos para o verão 2026 66 Panasonic reforça gama Etherea com foco na qualidade do ar interior 68 SGT Midea lança nova campanha nacional e reforça aposta na proximidade ao consumidor em 2026 70 Grupo Airvance, presente no mercado nacional pela France Air Portugal, acelera expansão europeia 72 O futuro da climatização e das AQS: Eficiência e inovação com as soluções NIPON TechForComfort 74 IEP lança curso avançado em Alta Tensão 77 casA+: as vantagens de aderir ao portal 80 APIRAC organizou conferência "Cool Intelligence" no dia 26 de junho 82 'Citizens Energy Package' e a transição energética nos territórios 84 Proteger o necessário, incomodar o mínimo [6] - Proteção das mãos (Luvas de Segurança) 87

8 Universidade de Coimbra coordena projeto europeu para acelerar a eliminação de gases fluorados poluentes A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) lidera um novo projeto europeu que pretende apoiar a eliminação progressiva dos gases fluorados, considerados entre os poluentes mais agressivos para o clima. Denominado "GWPathFinder", o projeto é coordenado por Luís Pedro Viegas, investigador do Centro de Química de Coimbra do Departamento de Química da FCTUC, e conta com um financiamento de 2,9 milhões de euros do programa europeu Horizon Europe. Os gases fluorados são amplamente utilizados em sistemas de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor. Apesar da sua relevância para estes setores, apresentam um elevado potencial de aquecimento global, tornando-se um dos principais desafios ambientais associados à transição energética e à descarbonização. Para responder a este desafio, o consórcio internacional liderado pela FCTUC irá desenvolver uma plataforma digital inovadora, interativa e de acesso livre, destinada a apoiar decisores políticos, indústria e comunidade científica na avaliação e seleção de alternativas mais sustentáveis. A ferramenta funcionará como uma verdadeira “bússola” ecológica global, recorrendo a modelos científicos avançados para prever o impacto ambiental de novos gases fluorados e simular diferentes cenários de descarbonização em tempo real. O objetivo é disponibilizar informação robusta, comparável e baseada em evidência científica, permitindo acelerar a adoção de soluções de menor impacto climático. EDITORIAL Num setor onde a técnica se cruza cada vez mais com a responsabilidade ambiental, esta edição confirma uma realidade incontornável: o futuro da climatização e da eficiência energética constrói-se hoje através do conhecimento, da inovação, da qualificação dos profissionais e de uma visão estratégica de longo prazo. A entrevista a Bill McQuade, presidente da ASHRAE, assume particular relevância neste contexto. Mais do que uma conversa institucional, é uma reflexão sobre os desafios que marcam o presente e irão definir o futuro do setor AVAC-R. McQuade sublinha que a normalização técnica não constitui um entrave à inovação, mas sim uma ferramenta indispensável para garantir edifícios mais eficientes, sustentáveis e preparados para responder às exigências climáticas e sociais das próximas décadas. As normas desenvolvidas pela ASHRAE continuam a ser uma referência internacional e influenciam diretamente a evolução dos mercados, incluindo o português. Como afirma o responsável da organização, “a qualidade do ar interior e a eficiência energética não são objetivos concorrentes — são dois lados da mesma equação”. Esta ideia sintetiza um dos principais desafios do setor: criar ambientes mais saudáveis, confortáveis e resilientes, sem comprometer o desempenho energético dos edifícios. Outro dos temas abordados na entrevista é a importância da formação contínua. A transição energética não depende apenas de equipamentos mais eficientes ou de sistemas cada vez mais inteligentes. Exige profissionais qualificados, capazes de compreender os edifícios como sistemas integrados, interpretar dados, incorporar novas tecnologias e acompanhar um enquadramento regulamentar em permanente evolução. Esta edição abre igualmente espaço a outros temas que ajudam a compreender a transformação em curso: das bombas de calor à refrigeração, da qualidade do ar interior à digitalização dos edifícios, do contributo do solar térmico para a descarbonização dos consumos energéticos à expansão da mobilidade elétrica, cada vez mais ligada às infraestruturas, à eficiência energética e à forma como concebemos os espaços urbanos. São temas distintos, mas unidos por um denominador comum: a necessidade de mais conhecimento, maior integração e uma visão de futuro. No ano em que O Instalador celebra 30 anos, renovamos o compromisso de continuar a acompanhar esta evolução, promovendo a partilha de conhecimento, valorizando os profissionais e dando voz às entidades e especialistas. Porque é através do conhecimento que se concretiza a transição energética. O conhecimento como motor da transição

10 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Candidaturas abertas para a nova edição do Prémio Inovação Jovem Engenheiro A Ordem dos Engenheiros Região Sul (OERS) abriu as candidaturas para a 36.ª edição do Prémio Inovação Jovem Engenheiro (PIJE), iniciativa que distingue projetos inovadores desenvolvidos por jovens engenheiros e que atribui prémios até 10.000 euros. Considerado o maior programa nacional de reconhecimento da inovação jovem na engenharia, o prémio volta a contar com o Alto Patrocínio da Presidência da República. Estão abertas as candidaturas para a 36.ª edição do Prémio Inovação Jovem Engenheiro (PIJE), uma iniciativa anual da Ordem dos Engenheiros Região Sul (OERS) com mais de três décadas de história ao serviço da engenharia portuguesa. Criado em 1990, o PIJE afirma-se como um dos mais prestigiados reconhecimentos nacionais na área, contando este ano novamente com o Alto Patrocínio da Presidência da República. O prémio é destinado a jovens engenheiros, membros efetivos da Ordem dos Engenheiros, com idade até 35 anos, independentemente da região de inscrição, e distingue projetos com carácter inovador e aplicabilidade prática. Os três primeiros classificados recebem prémios pecuniários nos valores de 10.000€, 5.000€ e 2.500€, respetivamente, podendo ainda ser atribuídas menções honrosas. Em projetos de coautoria, o valor do prémio é dividido entre os autores. Adicionalmente, os vencedores têm acesso a uma anuidade gratuita no Engineers Hub, o espaço de inovação da OERS em parceria com a Unicorn Factory Lisboa que poderá permitir colocar em prática os projetos. Mercado ibérico de ar condicionado atinge 2.245 milhões de euros Segundo o Observatório Setorial DBK da INFORMA (filial da Cesce), no estudo "Equipos de Aire Acondicionado (Mercado Ibérico)", publicado em maio de 2026, o mercado de equipamentos de ar condicionado em Portugal e Espanha manteve uma evolução favorável no período entre 2014 e 2025, com exceção do ano de 2020, em que o impacto da pandemia provocou uma quebra significativa das vendas. As receitas geradas pela comercialização deste tipo de equipamentos no conjunto do mercado ibérico ascenderam a 2.245 milhões de euros em 2025, o que representa um aumento de 6,9% face a 2024, num contexto de crescimento do consumo das famílias e de episódios de calor intenso durante o verão desse ano. Em Espanha, o volume de negócios registou um crescimento de 6,8%, atingindo 1.890 milhões de euros. Em Portugal, o aumento das vendas foi ligeiramente superior, situando-se nos 7,6%, o que se traduziu num valor de 355 milhões de euros. O segmento dos equipamentos domésticos concentra a maior parte das vendas no mercado ibérico, representando mais de metade do total. O segmento comercial corresponde a pouco mais de um quarto do mercado, cabendo a restante percentagem aos equipamentos industriais. No que respeita ao comércio externo, as exportações espanholas aumentaram 25,9% em 2025, enquanto em Portugal cresceram 4,4%. A balança comercial do setor apresenta saldos negativos em ambos os países, cifrando-se o défice em Espanha em 321 milhões de euros e em pouco mais de 230 milhões de euros em Portugal.

11 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Euredia: a voz da distribuição de refrigerantes na Europa A 24 de junho foi formalmente constituída uma nova associação industrial europeia com o objetivo de apoiar a correta aplicação da legislação climática da União Europeia (UE) e reforçar a integridade do mercado de refrigerantes na Europa. A European Refrigerants Distributors and Reclaimers Association (Euredia) é a primeira organização pan-europeia a representar distribuidores, embaladores e regeneradores de gases refrigerantes. A Euredia reúne empresas empenhadas em garantir que os refrigerantes comercializados na União Europeia sejam recuperados, geridos e tratados no final da sua vida útil de forma legal, segura e responsável, em alinhamento com os objetivos de descarbonização da UE, através do cumprimento regulamentar, da rastreabilidade e da promoção da economia circular. A criação da associação surge num momento determinante para o setor, numa fase em que a União Europeia avança na implementação da revisão do Regulamento F-Gás e acelera a eliminação progressiva destes gases. Em paralelo, o comércio ilegal, a aplicação desigual da regulamentação e a fragmentação da sua implementação entre os Estados-membros continuam a afetar o funcionamento do mercado interno e a concretização dos objetivos climáticos.

12 ATUALIDADE MAIS NOTÍCIAS DO SETOR EM: WWW.OINSTALADOR.COM • SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER Brescia acolhe a 14.ª DHC+ Summer School dedicada à recuperação de energia para aquecimento urbano As inscrições para a 14.ª edição da International DHC+ Summer School estão abertas. A iniciativa realiza-se entre 23 e 29 de agosto de 2026, em Brescia, Itália, sob o tema “Energy recovery for district heating as a pathway to the energy transition in a circular economy”. Considerado o principal programa europeu de formação dedicado ao aquecimento e arrefecimento urbano, o curso destina-se a estudantes e jovens profissionais do setor, reunindo anualmente cerca de 40 participantes provenientes da Europa e de outros mercados. A iniciativa combina palestras, visitas técnicas e sessões interativas com especialistas da indústria, da academia e do universo político, com o objetivo de reforçar competências e promover a colaboração entre novas gerações de profissionais e especialistas estabelecidos. A edição de 2026 será acolhida pela A2A Calore e Servizi, apontada como o principal operador italiano de aquecimento urbano em termos de energia distribuída e extensão de rede. A realização do evento em Brescia permitirá aos participantes conhecer aplicações concretas de recuperação de energia e modelos de aquecimento urbano desenvolvidos num contexto industrial. Pedro Fondevila escolhido para garantir a continuidade do crescimento da Bosch em Aveiro A Bosch anuncia alterações na liderança da sua localização em Aveiro, com Pedro Fondevila a assumir o cargo de diretor da unidade industrial (plant manager) a partir de 1 de agosto de 2026, sucedendo a Jónio Reis, que deixou a empresa a 31 de maio para abraçar um novo desafio profissional, após um percurso de vários anos na empresa marcado pelo desenvolvimento e expansão do negócio nas diferentes localizações fabris da Bosch em Portugal. Pedro Fondevila. A Bosch em Aveiro tem vindo a assumir um papel cada vez mais estratégico no Grupo, destacando- -se nas áreas de desenvolvimento e produção de soluções de aquecimento sustentável, conectividade e tecnologias para a casa inteligente. A localização emprega mais de 2.000 colaboradores e integra competências industriais, investigação & desenvolvimento, e departamentos que prestam serviços ao Grupo Bosch a nível global, sendo hoje um centro global de referência para o desenvolvimento de bombas de calor. Com mais de duas décadas de experiência na transformação industrial, eficiência operacional e crescimento do negócio, bem como pela liderança de organizações complexas e processos de modernização industrial no Grupo Bosch, Pedro Fondevila tem assumido funções de liderança em várias geografias, incluindo Europa e Américas. Desde 2021 e até à data, Fondevila desempenha funções como vice- -presidente da unidade industrial da Bosch em Lincolnton, nos Estados Unidos da América, onde liderou a expansão e o reforço do posicionamento desta localização como um hub de produção de acessórios para a área das ferramentas elétricas nas Américas. Anteriormente, desempenhou funções de liderança na Bosch na Hungria e no México como vice-presidente industrial, sendo responsável pela gestão de operações industriais de grande escala.

13 PÁGINA DA NET BENITECA: Engenharia de Infraestruturas ao Serviço da Eficiência e da Sustentabilidade Com uma equipa multidisciplinar de técnicos especializados, a empresa desenvolve soluções integradas nas áreas de AVAC, redes hidráulicas, gás, sistemas de proteção contra incêndio, ventilação, energias renováveis e infraestruturas ambientais. A experiência acumulada ao longo dos anos permite responder a projetos de diferentes dimensões e complexidades, sempre com foco na qualidade de execução, no cumprimento rigoroso das normas técnicas e na satisfação dos clientes. SERVIÇOS • Águas e Saneamento: implementamos sistemas de água potável e saneamento, com as melhores práticas de sustentabilidade e eficiência para garantir o bem-estar e a segurança ambiental. • Gás: soluções certificadas para redes de gás, sempre em conformidade com as normas de segurança. Garantimos uma instalação de qualidade para a sua tranquilidade e segurança. • AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado): sistemas de climatização de alta eficiência, pensados para proporcionar o máximo conforto com consumo energético controlado. • Redes de Incêndio: implementamos sistemas de segurança contra incêndios em conformidade com os regulamentos de segurança. Estes sistemas são fundamentais para a proteção de pessoas e património. • Solar Térmico: oferecemos soluções de aquecimento solar que combinam eficiência energética com responsabilidade ambiental, ajudando a reduzir o impacto ecológico. • ETARs: construção e manutenção de ETARs (Estações de Tratamento de Águas Residuais) que asseguram o tratamento adequado de águas residuais, promovendo a saúde pública e a proteção ambiental. • Valas e Escavações: serviços de valas e escavações com equipamentos modernos, essenciais para a instalação de redes subterrâneas e infraestruturas seguras. • Manutenção de Infraestruturas: manutenção preventiva e corretiva para garantir que todas as instalações operem de forma duradoura e eficiente. Atuamos com agilidade para maximizar a continuidade dos serviços. Mais do que instalar sistemas, a BENITECA procura criar soluções duradouras que contribuam para edifícios mais eficientes, seguros e preparados para os desafios do futuro. Conheça em detalhe os nossos serviços, projetos e áreas de especialização em www.beniteca.pt n Num setor cada vez mais exigente, onde a eficiência energética, a fiabilidade técnica e a sustentabilidade são fatores decisivos, a BENITECA afirma-se como um parceiro de referência na execução de infraestruturas e instalações especiais.

PORTO: Rua da Urtigueira N26 - 4410-304 Canelas VNG Tel.: +351 229 982 990 loja.norte@haiceland.com LISBOA: EN249, Estrada Casal do Canas, Lote 4, Alfragide 2724-523 Amadora Tel.: +351 214 253 846 loja@haiceland.com SEIXAL: Rua Rodrigo Sarmento de Beires, N57, 2840-068 Paio Pires Tel.: +351 214 253 846 loja@haiceland.com www.haier-ac.pt Chegou a evolução dos projectos de climatização Com tecnologia avançada e refrigerante R32, os MRV 7S e MRV 7T proporcionam climatização eficiente, sustentável e adaptada aos desafios atuais. Mais eficiência, menor pegada ambiental. Tecnologia Avançada Máxima Conveniência Alta E�ciência Fácil Instalação Refrigerante R32 Conheça as tendências da climatização em 2026

ALMANCIL: Sítio do Troto, N385, Loja A, S. João da Venda, 8135-026 Almancil Tel.: +351 289 816 415 loja.faro@haiceland.com PORTIMÃO: Rua do Oceano Atlântico 17, 8500-823 Portimão Tel.: +351 289 816 415 loja.faro@haiceland.com f

ANIVERSÁRIO 16 ARFIT REFORÇA CAPACIDADE INDUSTRIAL PARA SUSTENTAR CRESCIMENTO E APOSTA NA INTERNACIONALIZAÇÃO Joana Peres No ano em que assinalou 18 anos de atividade, a Arfit inaugura novas instalações que representam um investimento de cerca de sete milhões de euros e marcam uma nova etapa na estratégia de crescimento da empresa. Em entrevista à O Instalador, os administradores Pedro Silva e Paulo Feyo explicam como este projeto reforça a capacidade produtiva, impulsiona a inovação e a sustentabilidade e cria as condições para consolidar a presença nos mercados nacional e internacional. Paulo Feyo, administrador.

ANIVERSÁRIO 17 A inauguração destas novas instalações representa um investimento de cerca de sete milhões de euros. Que fatores estratégicos levaram a Arfit a avançar com este projeto e quais os principais objetivos que pretende alcançar? A mudança para as novas instalações surge integrada num plano de investimentos de cerca de sete milhões de euros e representa uma etapa estratégica no crescimento da Arfit. Mais do que uma expansão física, estas novas instalações refletem a necessidade de preparar a empresa para os desafios futuros, acompanhando o crescimento sustentado que temos registado nos últimos anos. A evolução da nossa atividade e as exigências crescentes do mercado tornaram essencial reforçar a capacidade produtiva, melhorar fluxos internos e criar uma estrutura mais eficiente e preparada para o futuro. Ao mesmo tempo, quisemos criar um espaço alinhado com aquilo que acreditamos ser uma empresa moderna: tecnologicamente evoluída, sustentável e focada nas pessoas. Por isso, este investimento contempla também melhores condições de trabalho para as nossas equipas, com espaços modernos idealizados para promover a colaboração, o conforto e o bem-estar dos colaboradores. Este investimento traduz-se na criação de três edifícios dedicados às áreas produtiva, logística e administrativa. De que forma esta nova organização permitirá aumentar a eficiência operacional e melhorar o serviço prestado aos clientes? Os três edifícios — fábrica, armazém e edifício administrativo — foram desenvolvidos de raiz com o objetivo de otimizar processos e criar uma organização mais eficiente. Esta separação permite melhorar os fluxos produtivos e logísticos, aumentar a capacidade de resposta e garantir uma maior agilidade operacional. Para uma empresa industrial como a Arfit, esta organização é fundamental para acompanhar o crescimento e manter elevados padrões de qualidade (algo que muito nos identifica e distingue). O impacto reflete-se, naturalmente, no serviço prestado aos nossos clientes. Com processos mais eficientes, maior capacidade produtiva e uma estrutura logística reforçada, conseguimos responder melhor às necessidades do mercado, mantendo a proximidade e a qualidade de serviço que caracterizam a Arfit. Pedro Silva, administrador.

ANIVERSÁRIO 18 A Arfit tem registado um crescimento sustentado nos últimos anos. Como avaliam a evolução da empresa até ao momento e quais foram os marcos mais relevantes que conduziram à necessidade desta expansão? A evolução da Arfit tem sido marcada por um crescimento sustentado, tanto ao nível financeiro como organizacional. Ao longo dos últimos anos temos procurado crescer firmemente, reforçando equipas, investindo em tecnologia, desenvolvendo novos produtos que agreguem mais valor acrescentado e aumentando a nossa capacidade de resposta. A necessidade destas novas instalações surge precisamente como consequência desse percurso. O crescimento do mercado AVAC – não só em Portugal, mas também a nível mundial - e a evolução da própria empresa exigiam uma infraestrutura capaz de acompanhar esta nova fase. Por consequência, este projeto representa um marco importante na nossa história, permitindo consolidar o caminho feito até aqui e criar as condições necessárias para continuar a crescer nos próximos anos. O setor AVAC atravessa uma fase de profunda transformação, impulsionada pela eficiência energética, digitalização e sustentabilidade. Como está a Arfit a adaptar-se a estas tendências e que oportunidades identifica para os próximos anos? O setor AVAC está atualmente no centro de uma transformação muito significativa. Hoje é fundamental criarem-se soluções mais eficientes, inteligentes e conectadas, capazes de otimizar recursos, reduzir consumos energéticos e assegurar elevados níveis de conforto e qualidade do ar interior. Na Arfit temos acompanhado esta evolução através do desenvolvimento de equipamentos mais eficientes e da aposta em tecnologias que promovem a digitalização e uma gestão mais inteligente dos edifícios. No que diz respeito à conectividade dos equipamentos, desenvolvemos a solução Be.On Be.Smart, que visa transformar equipamentos AVAC em sistemas inteligentes. Assente em quatro pilares — integração nativa, monitorização em tempo real, análise inteligente e gestão centralizada — permite aos equipamentos comunicar, disponibilizar dados

ANIVERSÁRIO 19 operacionais, apoiar a manutenção preventiva e garantir uma gestão mais eficiente dos espaços. Paralelamente, as novas instalações integram Sistemas de Automação e Controlo de Edifícios (SACE) e Gestão Técnica Centralizada, refletindo a aposta da Arfit em edifícios mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Esta tecnologia permite monitorizar e controlar, de forma incorporada, áreas como climatização, iluminação, energia e outros sistemas técnicos. Desde sensores de luminosidade com ajuste automático, passando pela gestão inteligente da rega exterior, até aos ventiloconvectores integrados em GTC, todo o edifício foi pensado para funcionar de forma eficiente e adaptativa. Na climatização, esta monitorização permite ajustar o funcionamento dos equipamentos às necessidades reais do edifício, garantindo conforto térmico, qualidade do ar interior e uma redução dos consumos energéticos. Juntamente a isto, realçamos outra transformação que passa pela climatização de todo o complexo através de um chiller com bomba de calor, o ZETA ZERO HP da BlueBox. Este equipamento utiliza o refrigerante natural R290 (propano), apresentando-se como uma solução que combina elevada eficiência energética com um impacto ambiental significativamente reduzido, contribuindo para uma climatização mais sustentável e alinhada com os atuais desafios de descarbonização do setor AVAC. Simultaneamente, temos investido em medidas que reforçam a sustentabilidade da nossa operação, como a instalação de uma central fotovoltaica e a eletrificação progressiva da frota, atualmente com cerca de 50% de veículos elétricos e com o objetivo de atingir 100% até 2027. Olhando para o futuro, acreditamos que a inteligência artificial, a análise de dados e a conectividade terão um papel cada vez mais importante na evolução do setor, nomeadamente ao nível da manutenção preditiva, otimização energética e reabilitação dos edifícios existentes, uma área que terá um enorme crescimento nos próximos anos. As novas instalações foram concebidas também para proporcionar melhores condições de trabalho aos colaboradores. Que impacto esperam que este investimento tenha na atração, retenção e valorização do talento dentro da organização? As pessoas são uma parte primordial do crescimento da Arfit e estas novas instalações foram pensadas também para elas. Desenvolvemos espaços mais modernos, amplos e colaborativos, que promovem melhores condições de trabalho, comunicação entre equipas e bem-estar diário. O conforto do ambiente interior, nomeadamente através da climatização eficiente e da qualidade do ar, foi também uma preocupação central. Contudo, a valorização das pessoas vai além das infraestruturas. Temos apostado num conjunto de benefícios internos, formação contínua e criação de oportunidades de evolução profissional dentro da organização, promovendo um ambiente onde os colaboradores se sintam valorizados, motivados e parte integrante do crescimento da Arfit. À medida que a empresa cresce, queremos que os nossos colaboradores cresçam connosco, criando condições para atrair novos talentos, mas sobretudo para valorizar e reter as pessoas que fazem parte do percurso histórico da Arfit. Com uma faturação anual na ordem dos 14 milhões de euros e uma equipa de 120 colaboradores, quais são atualmente os principais desafios da gestão e crescimento de uma empresa industrial como a Arfit? O crescimento traz naturalmente novos desafios. Crescer de forma sustentada implica não apenas aumentar capacidade produtiva, mas também preparar toda a estrutura da empresa para uma realidade mais exigente e complexa.

ANIVERSÁRIO 20 Um dos principais focos da Arfit tem sido a profissionalização e consolidação dos diferentes níveis de gestão, criando processos mais eficientes, reforçando competências internas e apostando na digitalização como ferramenta para melhorar a tomada de decisão e a capacidade de resposta. Ao mesmo tempo, numa empresa industrial, é fundamental garantir que o aumento de dimensão acontece sem perder a flexibilidade, a proximidade ao cliente e a capacidade de desenvolver soluções adaptadas às necessidades do mercado — características que sempre fizeram parte da identidade da Arfit. O desafio passa por encontrar este equilíbrio: continuar a crescer, inovar e ganhar escala, mantendo a agilidade e a cultura que nos permitiram chegar até aqui. A proximidade aos clientes e parceiros tem sido apontada como uma das características diferenciadoras da empresa. Como pretendem reforçar esta relação a partir desta nova fase de desenvolvimento? A proximidade aos clientes e parceiros sempre fez parte da identidade da Arfit e continuará a ser um dos pilares da nossa forma de estar no mercado. Mais do que fornecer equipamentos, procuramos construir relações de confiança, baseadas no acompanhamento, capacidade técnica e desenvolvimento de soluções ajustadas às necessidades de cada projeto. Esta nova fase permite-nos reforçar essa proposta de valor. Com maior capacidade produtiva, uma estrutura logística mais eficiente e processos internos mais otimizados, conseguimos aumentar a nossa capacidade de resposta e acompanhar melhor os desafios dos nossos clientes. Paralelamente, a aposta na inovação e digitalização permite-nos disponibilizar soluções cada vez mais eficientes e inteligentes, ajudando os nossos parceiros a responder às novas exigências do setor AVAC, nomeadamente ao nível da eficiência energética, sustentabilidade e gestão dos edifícios. Queremos continuar a crescer mantendo aquilo que sempre nos diferenciou: proximidade, qualidade, flexibilidade e capacidade de encontrar soluções em conjunto com quem trabalha connosco. Olhando para o futuro, quais são as metas para os próximos cinco anos e de que forma estas novas instalações constituem a base para concretizar essa visão de crescimento e consolidação no mercado nacional e internacional? A Arfit tem registado um crescimento médio anual próximo dos 15% e o nosso objetivo é manter esta trajetória de forma sustentável nos próximos anos. As novas infraestruturas são uma base fundamental para essa ambição, porque permitem-nos aumentar capacidade, melhorar eficiência e preparar a empresa para novos desafios. O mercado internacional terá um papel cada vez mais relevante na estratégia da Arfit. Queremos continuar a consolidar a nossa presença em Portugal, mas também reforçar a aposta na exportação e levar as nossas soluções a novos mercados. Mais do que crescer em dimensão, queremos continuar a crescer em inovação, qualidade e capacidade de criar valor para clientes, colaboradores e parceiros. n Para mais informações, visite o website da empresa https://www.arfit.pt/ C M Y CM MY CY CMY K

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22 MOBILIDADE ELÉTRICA Mobilidade Elétrica: Da instalação à certificação A mobilidade elétrica deixou há muito de ser uma tendência para se afirmar como uma realidade incontornável. Impulsionada pelos objetivos europeus de descarbonização, pela crescente oferta de veículos elétricos e pela necessidade de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, esta transformação está a criar exigências técnicas e regulamentares para o setor elétrico. IEP – Instituto Electrotécnico Português

23 MOBILIDADE ELÉTRICA Para os instaladores elétricos, esta mudança representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Se, por um lado, exige a atualização contínua de competências e conhecimentos técnicos, por outro abre espaço a novas áreas de negócio, desde o projeto e instalação de infraestruturas de carregamento até à sua inspeção, certificação e manutenção. UM MERCADO EM FORTE CRESCIMENTO O Plano Nacional Energia e Clima (PNEC) estabelece metas ambiciosas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para a incorporação de energias renováveis no setor dos transportes. Neste contexto, a expansão da rede de carregamento de veículos elétricos assume um papel determinante. O crescimento do número de veículos elétricos em circulação tem sido acompanhado pela necessidade de instalar milhares de novos pontos de carregamento em habitações, condomínios, empresas, parques de estacionamento, unidades hoteleiras, centros comerciais e espaços públicos. Esta realidade está a alterar profundamente o perfil de competências exigidas aos profissionais das instalações elétricas. Já não basta dominar as regras tradicionais das instalações de baixa tensão; é necessário compreender os requisitos específicos aplicáveis aos sistemas de carregamento de veículos elétricos, os novos enquadramentos regulamentares e as exigências de segurança associadas. A EVOLUÇÃO DA LEGISLAÇÃO E DAS REGRAS TÉCNICAS A publicação do Decreto-Lei n.º 93/2025 veio reforçar o enquadramento legal das infraestruturas de carregamento, clarificando responsabilidades e estabelecendo novos requisitos para edifícios existentes e novas operações urbanísticas. Entre outros aspetos, o diploma reforça a Instalação de carregadores de veículos elétricos - ©IEP.

24 MOBILIDADE ELÉTRICA necessidade de garantir infraestruturas adequadas ao carregamento de veículos elétricos e define condições específicas para a instalação de pontos de carregamento em condomínios. Paralelamente, a evolução das normas internacionais e dos documentos técnicos de referência, como a série IEC 61851, o HD 60364-7-722 e NP 61851, Portaria n.º252/2015, Portaria n.º 128/2026/1 e o Guia Técnico das Instalações Elétricas para Alimentação de Veículos Elétricos da DGEG Ed.3 de 2023-09-14, exige uma atualização constante dos profissionais do setor. Esta atualização torna-se ainda mais relevante quando se analisam os resultados das inspeções realizadas a instalações de carregamento. A experiência de campo demonstra que continuam a ser identificadas diversas não conformidades relacionadas com proteção diferencial, dimensionamento, esquemas de ligação, sistemas de terra de proteção e outros requisitos regulamentares. SEGURANÇA: O FATOR DECISIVO A crescente visibilidade mediática de incidentes envolvendo veículos elétricos tem contribuído para aumentar a preocupação dos utilizadores e dos gestores de edifícios relativamente à segurança das instalações. Importa, contudo, distinguir claramente os riscos associados às baterias dos riscos decorrentes de instalações elétricas incorretamente concebidas ou executadas. Tal como acontece em qualquer instalação elétrica, a segurança depende da correta aplicação das regras técnicas, do dimensionamento adequado dos circuitos, da escolha dos equipamentos e da realização das verificações obrigatórias. As inspeções visuais, os ensaios elétricos como a medição da resistência de terra de proteção, a verificação dos dispositivos diferenciais e os ensaios funcionais são elementos fundamentais para garantir a segurança das infraestruturas de carregamento. Neste cenário, o papel do instalador qualificado torna-se cada vez mais relevante, assumindo-se como um agente fundamental para assegurar a confiança dos utilizadores e a fiabilidade das instalações. CONDOMÍNIOS: UM DOS MAIORES DESAFIOS ATUAIS Entre os vários contextos de instalação, os condomínios representam atualmente um dos cenários mais desafiantes. A coexistência de múltiplos utilizadores, as limitações das infraestruturas elétricas existentes, as questões relacionadas com a propriedade das instalações e a necessidade de compatibilizar interesses individuais e coletivos exigem soluções tecnicamente robustas e juridicamente enquadradas. A legislação recente veio clarificar muitos destes aspetos, mas continua a ser essencial que os profissionais compreendam as diferentes soluções de alimentação, os esquemas de ligação possíveis e os requisitos aplicáveis a cada situação. O crescimento da procura por carregamento em ambiente residencial faz prever que uma parte significativa das futuras intervenções dos instaladores elétricos estará precisamente associada à adaptação de edifícios existentes à mobilidade elétrica. Inspeção e certificação de postos de carregamento de veículos elétricos - ©IEP.

25 FORMAÇÃO ESPECIALIZADA Perante este contexto de rápida evolução tecnológica e regulamentar, a formação contínua assume um papel decisivo. Consciente desta realidade, o IEP – Instituto Eletrotécnico Português disponibiliza um conjunto de ações de formação especificamente orientadas para os profissionais das instalações elétricas que pretendam aprofundar competências na área da mobilidade elétrica. A formação “Instalação de Carre-gadores de Veículos Elétricos” (14 horas) aborda a regulamentação aplicável, os princípios de dimensionamento, as boas práticas de projeto, instalação e manutenção, proporcionando uma visão abrangente das exigências técnicas atualmente em vigor. Complementarmente, a ação “Inspe-ção e Certificação de Postos de Carregamento de Veículos Elétricos” (4 horas, online) centra-se nas novas regras técnicas, nos procedimentos de verificação e certificação e nos requisitos regulamentares que enquadram estas instalações. Estas formações permitem aos participantes compreender não apenas o enquadramento legal e normativo, mas também os aspetos práticos que influenciam a qualidade, segurança e conformidade das instalações. PREPARAR HOJE O MERCADO DE AMANHÃ A eletrificação da mobilidade continuará a acelerar ao longo da próxima década. A expansão das infraestruturas de carregamento, a integração com sistemas fotovoltaicos, o armazenamento de energia, a gestão inteligente de cargas e as futuras soluções Vehicle-to-Grid (V2G) irão transformar profundamente o setor elétrico. Para os instaladores, esta transformação representa uma oportunidade única para diversificar competências, aumentar o valor acrescentado dos seus serviços e posicionar-se num mercado em crescimento sustentado. Num setor onde a tecnologia evolui rapidamente e a regulamentação acompanha essa evolução, a diferenciação profissional passará cada vez mais pela especialização técnica e pela capacidade de garantir instalações seguras, eficientes e conformes. A mobilidade elétrica já não é uma realidade do futuro. É uma realidade do presente. E os instaladores elétricos responsáveis serão, sem dúvida, um dos protagonistas desta transformação. n Portugal Porto Lisboa Algarve 229 991 100 219 748 491 289 092 586 geral@sodeca.pt www.sodeca.pt Conjunto certi cado F400 de acordo com a norma EN 12101-3 Caixa de ventilação e ltros ensaiados em conjunto SOLUÇÕES ECOLOGY UNIT SOLUÇÕES ECOLOGY UNIT COM FILTRO ELETROSTÁTICO PARA COZINHAS PROFISSIONAIS ECOLOGY UNITS Soluções ecológicas que reduzem a poluição do ar exterior CJBDT/ALS-FE CJTXR/FE VANTAGENS CONJUNTO CERTIFICADO F400 FILTRO ELETROSTÁTICO VENTILADOR O conjunto completo com ventilador e ltro eletrostático está preparado para: Garantir a extração de fumo a alta temperatura Proteção total de instalações e pessoas Continuar a funcionar de forma segura em caso de incêndio

Cleanwatts Digital acelera integração da mobilidade elétrica inteligente A Cleanwatts Digital (CWD) está a desenvolver soluções tecnológicas que permitem aproximar a mobilidade elétrica da gestão inteligente de edifícios, no âmbito do projeto ILLIANCE – Agenda Mobilizadora para Edifícios Inteligentes e Neutros em Carbono, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através da Agenda Mobilizadora para a Inovação Empresarial. Com início em outubro de 2022 e conclusão prevista para junho de 2026, a Agenda ILLIANCE reúne várias entidades nacionais em torno de um objetivo comum: acelerar a transformação do ambiente construído em Portugal, através de soluções que promovam maior eficiência energética, sustentabilidade, saúde e conforto nos edifícios. A participação da Cleanwatts Digital concentra-se especificamente na iniciativa iNERGY, integrada no workpackage Plataforma IoT para Gestão de Energia, onde assume um papel tecnológico central na integração da tecnologia bidirecional Vehicle-to-Grid (V2G) em sistemas inteligentes de gestão de edifícios. Esta tecnologia permite que os veículos elétricos deixem de ser apenas consumidores de energia e passem também a funcionar como ativos flexíveis de armazenamento. Na prática, através de carregadores bidirecionais, a energia armazenada nas baterias dos veículos pode ser utilizada para apoiar edifícios e redes elétricas, contribuindo para uma gestão mais eficiente, flexível e sustentável da energia. Este projeto (C644919832-00000035 | Número 46) é apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da Agenda Mobilizadora para Inovação Empresarial, ao abrigo do instrumento NextGenerationEU da União Europeia. 26 MOBILIDADE ELÉTRICA

No âmbito do projeto, a Cleanwatts Digital está a desenvolver uma camada proprietária de integração e controlo baseada em OCPP, integrada no seu ecossistema de gestão de energia, Kiverse. validar a tecnologia emergente V2G em ambientes reais, abrindo caminho a uma maior integração entre edifícios, mobilidade elétrica, redes inteligentes e mercados de energia. “Ao expandirmos as capacidades do Kiverse para integrar infraestruturas de carregamento bidirecional de veículos elétricos, estamos a acelerar o desenvolvimento de plataformas e tecnologias de gestão de recursos energéticos distribuídos”, afirma Andreia Carreiro, diretora de Inovação da Cleanwatts Digital. “A mobilidade elétrica é um pilar fundamental da transição e os edifícios também. A integração de carregadores bidirecionais permite criar sinergias e uma maior flexibilidade e interoperabilidade entre os dois”, acrescenta. n Esta solução permite ligar carregadores bidirecionais experimentais a plataformas digitais de gestão de energia, assegurando a monitorização remota, o teste da validação de mecanismos de controlo de carga e descarga e a interoperabilidade entre os diferentes sistemas tecnológicos envolvidos. O trabalho inclui, ainda, a aquisição e integração de carregadores bidirecionais, bem como o desenvolvimento de interfaces REST API, que permitem aos parceiros do projeto acompanhar e testar, em ambiente real, a utilização da tecnologia V2G como ferramenta de flexibilidade energética. Para a Cleanwatts Digital, este projeto possui uma relevância comercial e estratégica elevada, pois permite 27 MOBILIDADE ELÉTRICA NSMJ 1251-6102 Consulte o nosso catalogo www.cest.pt comercial@cest.pt Muito além da potência a eficiência a cargas parciais • Baterias microcanal • Compressores parafuso inverter • Evaporador Shell-and-tube •Temperatura exterior até 50 °C •Controlo Modbus - multichiller até 9 chillers Chiller - 293 kW a 1416 kW a R513A (XP10) (GWP < 650)

28 MOBILIDADE ELÉTRICA Projeto europeu EV4EU desenvolve soluções para acelerar a adoção de carros elétricos na Europa O projeto europeu EV4EU, liderado pelo INESC-ID, apresentou na conferência Transportation Research Arena (TRA 2026), em Budapeste, os resultados de quatro anos de investigação em mobilidade elétrica. Financiado pelo programa Horizonte Europa, o projeto validou as suas estratégias em quatro demonstradores em Portugal, Eslovénia, Grécia e Dinamarca, num esforço que contou com a colaboração de um total de 16 parceiros internacionais. O objetivo do projeto consistiu em desenvolver estratégias para a gestão de veículos elétricos (VE), posicionando-os como elementos centrais no futuro da mobilidade e peças-chave para gerir o consumo de energia nas nossas casas e cidades. Isto é feito através da tecnologia V2X (Vehicle-toEverything), que permite aos veículos não só carregar energia, mas também devolvê-la à rede ou à casa quando necessário. “O EV4EU vem demonstrar que o V2X não é um conceito do futuro – está aqui, foi testado e está pronto para crescer”, afirma Hugo Morais, coordenador do projeto, investigador do INESC-ID e professor no Instituto Superior Técnico. “Foi um esforço coletivo para impulsionar a transição energética e da mobilidade na Europa, com foco no carregamento bidirecional”. Com foco no impacto direto para os utilizadores finais e cidadãos, o demonstrador português foi implementado na ilha de São Miguel, nos Açores, em parceria com a EDP R&D, o Smart Energy Lab, a Eletricidade dos Açores (EDA) e o Governo Regional dos Açores. Através da instalação e monitorização de pontos de carregamento bidirecionais em habitações e edifícios públicos, geridos por algoritmos inteligentes, a iniciativa apresentou os seguintes resultados: • Criação de uma plataforma de Smart Charging: desenvolvida e testada pelo INESC-ID, a plata-

29 MOBILIDADE ELÉTRICA forma de carregamento inteligente já atingiu maturidade tecnológica para a visualização dos dados em tempo real e está a progredir rumo à comercialização. O carregamento inteligente é essencial para prolongar a vida útil da bateria. • Desenvolvimento de postos de carregamento bidirecionais: foi desenvolvida uma solução de carregamento adaptada a condomínios, capaz de carregar vários veículos elétricos simultaneamente. A solução para condomínios chegará ao mercado em breve. • Regulação: o projeto contribuiu para o desenho do “esqueleto” regulatório necessário à mobilidade elétrica bidirecional na região dos Açores. Esta base é apontada como um passo crucial para gerar confiança nos utilizadores e permitir-lhes perceber as vantagens financeiras e operacionais de devolver energia à rede. Os testes no demonstrador português nos Açores comprovam que a mobilidade elétrica integrada com a gestão de flexibilidade na rede elétrica funciona na prática e é a chave para um sistema energético mais limpo, eficiente e centrado no utilizador. Durante o projeto concluiu-se ainda que houve uma poupança direta para as famílias, com uma redução média de quase 10% nos custos de carregamento doméstico, e um contributo claro para a sustentabilidade, com um aumento de 10% para quase 22% na integração de energias renováveis, aproveitando a energia do sol ou do vento para carregar os carros. Adicionalmente, o projeto demonstrou que a tecnologia de gestão inteligente dos veículos elétricos (Smart Charging e V2X) traz vantagens concretas em relação ao carregamento tradicional. Na Eslovénia e na Grécia, os testes focaram-se em zonas públicas, como estacionamentos, edifícios de escritórios e postos públicos, comprovando que a gestão dinâmica do carregamento reduz o esforço das redes elétricas em horas de ponta e garante a satisfação dos utilizadores. Já na Dinamarca, os ensaios centraram-se em frotas, otimizando o carregamento e reduzindo a pegada de carbono. OS DESAFIOS: O QUE AINDA FALTA PARA A TECNOLOGIA CHEGAR A TODOS? Apesar dos resultados técnicos, os especialistas do projeto salientam alguns dos principais obstáculos que o público e o mercado ainda enfrentam para que esta tecnologia seja massificada: • Falta de regulamentação: em Portugal e na maioria dos países europeus, ainda não existe legislação robusta sequer para o carregamento inteligente básico, muito menos para o carregamento bidirecional em espaços públicos. Atualmente, o carregamento público é pago por minuto, sendo urgente alterar as regras para dar previsibilidade de custos ao mercado e confiança aos utilizadores. • Interoperabilidade e harmonização: é necessário garantir a interoperabilidade entre tecnologias e sistemas através da adoção de normas como a ISO 15118-20 e a OCPP 2.1, bem como assegurar o roaming entre operadores da rede de carregamento e operadores de serviços de mobilidade, evitando barreiras para os utilizadores e para o desenvolvimento da mobilidade elétrica. • Baterias: muitos condutores temem que o processo de carga e descarga desgaste a bateria do automóvel. Para responder a esta preocupação, o projeto desenvolveu algoritmos inteligentes capazes de gerir os ciclos de carga de forma a proteger e prolongar a vida útil das baterias. O consórcio defende ainda a criação de um “passaporte da bateria” para garantir total transparência no mercado de veículos de segunda mão. • Transparência e confiança: o utilizador deve estar no centro. Os sistemas futuros devem ser fáceis de usar, automatizados e totalmente transparentes no que respeita às tarifas e à proteção de dados. • Carregamentos públicos: existe a necessidade de investir em infraestruturas de carregamento nas ruas, integradas no conceito de cidades inteligentes, através de parcerias com as autarquias locais. Com a colaboração de 16 parceiros europeus, o projeto desenvolveu soluções com maturidade tecnológica intermédia a elevada, estimando-se que atinjam tração comercial a partir de 2027. Ao transformar os veículos elétricos num “pilar flexível” da rede elétrica, o EV4EU promove uma mobilidade mais económica, sustentável e eficiente em Portugal e na Europa. n Fotografia da equipa.

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