22 Ao longo desse percurso, foi necessário aprender, desenvolver novas capacidades e adaptar a oferta e os métodos. É essencial preservar e alimentar este dinamismo. Não há um momento mais especial. Mas há inúmeros momentos em que o impacto positivo que conseguimos ter na vida das pessoas nos dá um sinal do bom caminho que vem sendo trilhado. 80 anos não se fazem só de bons momentos. Um percurso destes não é um mar de rosas e também houve e haverá momentos difíceis. O que une as três empresas e que vantagem pode essa complementaridade trazer ao cliente? Uma instalação, seja numa unidade industrial, num edifício urbano ou noutro tipo de ativo, pode precisar de sistemas de bombagem, sistemas de ventilação, quadros elétricos, motores, geradores, transformadores, enfim, toda uma panóplia de equipamentos interligados que o nosso grupo pode fornecer. Reunir estas competências permite apoiar o cliente de forma coordenada e unificada. A colaboração entre empresas deve ser definida para cada projeto. O nosso objetivo é que o cliente encontre uma resposta tecnicamente coerente e saiba quem o acompanha em cada etapa. Pode dar um exemplo real em que a colaboração entre empresas tenha sido decisiva para resolver um desafio do cliente? Não devemos referir uma obra em particular. Mas, em inúmeras situações, ao termos uma perceção global do projeto, conseguimos, em colaboração com o cliente final, com o instalador e com o projetista, atingir soluções otimizadas que vão trazer reduções de custos significativas no investimento inicial e poupanças energéticas relevantes ao longo da vida dos equipamentos. Temos ainda uma equipa de serviço pós-venda pluridisciplinar, o que constitui uma enorme vantagem para o cliente. Há, no entanto, um aspeto em que nos consideramos claramente mais fortes do que os nossos concorrentes: procuramos manter sempre uma enorme capacidade de personalização e adaptação às necessidades específicas de cada cliente sem que isso encareça o produto. Esta característica tem permitido conquistar e fidelizar muitos clientes, seja em Portugal, seja nos mercados externos. Mesmo a “recém-nascida” EFAFLU ENERGY já tem esse traço genético. Depois do fornecimento, que papel tem a assistência técnica e como é que a experiência no terreno melhora as soluções? A assistência técnica dá continuidade à responsabilidade que assumimos quando fornecemos um equipamento. Ao longo da sua utilização, o cliente pode precisar de apoio no diagnóstico, na manutenção ou na adaptação a novas condições de funcionamento. Quando estão envolvidos equipamentos de diferentes áreas, é importante encaminhar cada necessidade para a equipa adequada e coordenar a intervenção. O cliente deve saber a quem recorrer e encontrar clareza no acompanhamento. A nossa equipa de assistência técnica entra cedo em jogo: no arranque das instalações já estamos presentes para dar apoio e formação em operação e manutenção preventiva; depois efetuamos manutenção ao longo da vida do equipamento e damos apoio em situações de emergência, como as que surgiram com as tempestades no início deste ano. Que ensinamento recebeu das gerações anteriores e de que forma continua a influenciar a sua liderança? Esta questão já entra mais na esfera pessoal. Mas há algo que constitui uma marca indelével: a ética profissional com que o meu pai – Eng.º Guilherme Ricca – sempre trabalhou é um exemplo e um pilar inalienável. O respeito pelo trabalho dos outros, seja de que tipo for, o grau de exigência pessoal e em relação aos outros, a cultura de mérito, a humildade perante uma derrota e o compromisso social são ensinamentos que valem muito. E há ainda as gerações de líderes anteriores na EFAFLU Bombas com quem muito aprendi e que continuam a visitar-nos com muita frequência. E, nesse sentido, acredito que, de facto, uma empresa tem uma responsabilidade e um compromisso social insubstituíveis. E é necessário ter esse sentido de responsabilidade, procurando criar boas condições de trabalho e criando compromissos de apoio com a comunidade que nos rodeia. Tudo isto sem perder sustentabilidade e mantendo capacidade de crescimento. Preparar o futuro implica desenvolver pessoas e proporcionar condições de progressão de acordo com os talentos e capacidades de cada pessoa. Mas é necessário gerar confiança para que quem vai progredindo não tenha medo de tomar decisões e não tenha medo de falhar. As relações duradouras constroem-se também dessa forma.
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