Domingos Bragança, Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, e Roriz Mendes, Juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha, acompanharam o Secretário de Estados das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, durante uma visita que teve como objectivo dar a conhecer as potencialidades do «pulmão verde» de Guimarães, quer ao nível dos equipamentos quer ao nível dos recursos naturais.
A visita teve como objectivo a sensibilização do Governo para a candidatura da Montanha da Penha a Paisagem Protegida, numa altura em que Guimarães está na corrida ao título de Capital Verde Europeia 2020.
Na conferência de imprensa que teve lugar após a visita, Roriz Mendes, Juiz da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, fez um resumo histórico da importância da Penha, deixando dois factos importantes como a classificação como Estância Turística de Excelência, em 1923, e a classificação como Imóvel de Interesse Público, em 1953.
A Penha, referiu, está referenciada no PDM como «local de interesse geológico», é uma montanha «detentora de grande biodiversidade», e contará com a «participação activa da Irmandade na candidatura a Paisagem Protegida».
Domingos Bragança, Presidente da Câmara, realçou a opção estratégica, tomada em 2013, pelo caminho do desenvolvimento sustentável, referindo que, para esse desiderato, «a Montanha da Penha é incontornável».
Domingos Bragança fez questão de reforçar a ideia de que a Irmandade da Penha é parte fundamental no processo de candidatura, bem como o contributo do conhecimento e da ciência, através das prestações da Universidade do Minho e Universidade de Trás-os-Montes, nomeadamente no que diz respeito à reflexão e pensamento que deverão estar na base da candidatura.
O edil disse ainda que pretende ver a Montanha da Penha integrada numa vasta área a que chamou a “mancha verde” da cidade, uma mancha harmoniosa e coerente, com rotas de biodiversidade, que se estenda igualmente às zonas da Lapinha e de Monchique. «Tudo isto», concluiu, «sempre tendo por base uma forte dimensão humana».
Por sua vez, Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, reforçou esta dimensão humana, argumentando que a ligação das pessoas com o território é fundamental numa teia de novas relações que devem incluir também a relação urbano/rural e a relação património natural/património construído.
Miguel Freitas salientou o «entusiasmo e paixão» dos vimaranenses pelas suas causas: «impressiona-me sempre essa força de visão que hoje se sente em Guimarães, que é a força de uma visão que se sabe certa para o caminho de futuro. Este é o século da sustentabilidade ambiental. Em Guimarães respira-se a vontade de fazer deste concelho um concelho deste século».


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