Reabilitação urbana em Portugal

Janelas eficientes no contexto da reabilitação urbana

João Ferreira Gomes | Presidente da ANFAJE18/11/2019

João Ferreira Gomes, Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes (ANFAJE), analisa o panorama atual do setor das janelas eficientes em Portugal, no contexto da reabilitação urbana. 

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Após ter sofrido com a crise que atingiu toda a fileira da Construção, em 2019, o Sector das Janelas, Portas e Fachadas tem vindo a recuperar os níveis de actividade anteriores, acompanhando, sobretudo, o ritmo crescente da reabilitação de edifícios para habitação e serviços.

No entanto, em 2020, é fundamental continuar a sustentar a actividade deste importante sector para os próximos anos, esperando-se que a aposta na reabilitação urbana continue a estender-se a outras cidades e vilas do país, não se confinando sobretudo em Lisboa e Porto.

Realizar uma reabilitação dos edifícios com Qualidade e Sustentabilidade, só é possível com a substituição de janelas antigas por novas janelas eficientes, pois só assim é possível obter um maior conforto térmico e acústico e, consequentemente, maiores níveis de poupança e eficiência energética.

A reabilitação urbana é um dos factores que pode permitir continuar a assegurar o crescimento da economia portuguesa, com benefício para a melhoria do parque edificado português, o qual tem enormes problemas de conforto

Relativamente ao ano de 2019, o Sector das Janelas, Portas e Fachadas teve como principal desafio continuar a defender que a reabilitação urbana é um factor de desenvolvimento estratégico para Portugal, crescimento e valorização do território e sustentabilidade das empresas da fileira da construção e dos materiais de construção. Ou seja, a reabilitação urbana é um dos factores que pode permitir continuar a assegurar o crescimento da economia portuguesa, com benefício para a melhoria do parque edificado português, o qual tem enormes problemas de conforto.

Neste sentido, a ANFAJE, enquanto associação representante do sector, defendeu e continuará a defender que é indispensável a execução das políticas públicas que assegurem condições de financiamento para que a população portuguesa possa efectuar melhorias no conforto das suas habitações.

Esperamos que, com o novo Governo, haja a oportunidade de relançar programas de incentivos públicos de aposta na melhoria do conforto e eficiência energética das habitações.

A aposta na defesa da Reabilitação Urbana foi ganha e os resultados estão à vista: o enorme crescimento da actividade do sector da construção e do imobiliário, acompanhado pelo necessário crescimento das empresas produtoras e instaladoras de materiais de construção.

Um segundo desafio passa pelo aumento da eficiência energética dos edifícios, o que só é possível através do aumento do conforto térmico e acústico. Nas actuais obras de reabilitação urbana nota-se uma preocupação cada vez maior em ter edifícios com um padrão de conforto mais elevado, o que se consegue com o aumento do isolamento térmico da envolvente passiva (isolamento das paredes e instalação de novas janelas eficientes).

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João Ferreira Gomes

Porém, poder-se-á ir mais longe, através de projectos de reabilitação de melhor qualidade, através da aplicação de produtos que tenham um melhor desempenho quanto à sua contribuição para a classe de eficiência energética do edifício. A acompanhar esta evolução, temos o sistema CLASSE+, com a classe «A+» na etiqueta energética de janelas, permitindo atestar uma qualidade superior do produto.

Finalmente, não podemos esquecer que, nos próximos anos, existem ainda mais desafios e oportunidades para as empresas do sector: o aumento do desenvolvimento tecnológico dos produtos e serviços; novos métodos de instalação; a produção de soluções de janelas cada vez mais integradas com soluções de domótica; a necessidade de apostar na qualificação dos recursos humanos existentes; manter as empresas atractivas para a contratação de trabalhadores de novas gerações; garantir que os novos trabalhadores tenham a formação adequada e que as empresas estejam devidamente organizadas para potenciar todas as oportunidades abertas pela denominada ‘Era Digital’.

A aposta na defesa da Reabilitação Urbana foi ganha e os resultados estão à vista: o enorme crescimento da actividade do sector da construção e do imobiliário, acompanhado pelo necessário crescimento das empresas produtoras e instaladoras de materiais de construção

Por isso, a ANFAJE continuará, como sempre, a ser um agente de dinamização do Sector das Janelas, Portas e Fachadas, em Portugal, continuando a desenvolver várias acções que possam levar este sector ainda mais longe.

Apostados em desenvolver a área da formação e da qualificação, com a criação da ACADEMIA ANFAJE, temos um ambicioso plano de actividades para 2020, o qual permitirá realizar acções de formação, workshops e seminários técnicos, em diversas áreas que tenham uma aplicação prática e imediata, no dia-a-dia das empresas e dos seus colaboradores.

Preparar o futuro das empresas e dos seus colaboradores, passa por preparar hoje as bases e os alicerces com os quais se podem construir e ampliar as novas oportunidades e os novos e crescentes desafios. A ANFAJE acredita que devemos construir, com confiança, mais um ano de crescimento, sustentabilidade e competitividade do Sector das Janelas, Portas e Fachadas.

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Nota: o autor escreve segundo as regras do antigo Acordo Ortográfico.

ANFAJE: ao serviço do setor das janelas eficientes

Constituída em janeiro de 2010, a ANFAJE pretende representar e defender os associados bem como fomentar o desenvolvimento sustentável e a inovação do sector das janelas em Portugal. Ao potenciar estratégias comuns de acção, a associação empresarial visa a divulgação pró-activa e a valorização das Janelas Eficientes junto dos variados intervenientes do sector da construção e dos organismos públicos. Motivada a disponibilizar iniciativas de suporte ao desenvolvimento e à inovação de todo o sector, a ANFAJE colabora com diversas entidades nacionais e internacionais. Em particular, pretende promover protocolos de cooperação com as universidades e demais institutos superiores de investigação, visando a troca de ideias, conhecimentos e estudos vantajosos para a Qualidade, para o sector das janelas e para a eficiência energética dos edifícios.

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