Controlo solar

Isolamentos térmicos refletivos

Reflectherm26/02/2020

A Reflectherm é uma empresa de capitais 100% portugueses, que nasceu a 18 de setembro de 2007, para dar continuidade a um projeto na área das soluções de tratamento térmico e acústico para as edificações, e que dispõe, entre os seus colaboradores, de quadros com elevada formação e experiência nesta área.

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Criada a partir da ideologia e, formação nos âmbitos da térmica e da acústica, do seu sócio gerente Rui Oliveira, consubstanciada por mais de 20 anos de largo estudo e investigação, a Reflectherm conta com um manancial de desenvolvimento de novos produtos nos domínios da térmica e da acústica.

A Reflectherm iniciou a sua atividade com a produção e comercialização de produtos de bolha, espuma e alguns isolamentos acústicos, tendo rapidamente passado para a gama dos produtos multicamadas que oferecem aos seus clientes uma qualidade superior e maior resistência térmica.

Apesar de continuar a comercializar os vulgares produtos de bolha e espuma, a Reflectherm centraliza o seu foco nos produtos multicamadas que oferecem vantagens acrescidas relativamente aos produtos de bolha.

Os sócios projetaram e construíram um equipamento afeto à produção, que é um protótipo, que permite a produção de qualquer produto multicamadas, estando o mesmo em constante desenvolvimento e adaptação a novos produtos.

Ao longo de 13 anos preparámos e adequamos a empresa para responder tanto aos mercados nacionais como externos, dado que, produzimos uma vasta gama de produtos em contínuo desenvolvimento e com atributos suficientes para que os mercados olhem para a Reflectherm com grande apetência.

Após apurados anos de investigação a Reflectherm desenvolveu um novo conceito de isolamento térmico tornando-o competitivo com outros produtos concorrentes, mesmo, sem que estejam concluídos estudos que virão por certo a aumentar as vantagens competitivas dos nossos edredons multicamadas com produtos da concorrência.

Os produtos ora propostos aos mercados pela Reflectherm diferenciam-se dos seus concorrentes mais diretos, pelo seu caracter inovador.

Na realidade a Reflectherm é o primeiro produtor mundial a fabricar edredons refletivos multicamadas, destinados ao isolamento térmico das edificações, com as faces exteriores em alumínio, contrastando com as de Poliéster Metalizado utilizadas pelos nossos concorrentes.

Reforçando o carácter inovador dos nossos produtos, o protótipo desenvolvido pela Reflectherm permite a fabricação dos nossos edredons multicamadas, de uma forma totalmente distinta dos nossos concorrentes, uma vez que não utiliza costuras, colas ou soldaduras intermédias, sendo os produtos da Reflectherm apenas soldados longitudinalmente nas suas extremidades.

A Reflectherm dispõe de uma estrutura e de uma gama de produtos inovadores que, por via disso mesmo, estão direcionados para a exportação, tanto mais que o mercado interno, no setor da construção civil, no momento presente é pouco atractivo e mais resistente à inovação o que não ocorre com sociedades mais evoluídas, nomeadamente a francesa e a espanhola, estas, mais conhecedoras e apreciadoras desta gama de produtos; daí a nossa aposta na internacionalização.

Para Portugal

A situação de emergência climática a nível planetário é uma realidade. Vários países estão a adotar exigências referentes ao comportamento dos edifícios, mais exigentes, visando, para a nova construção, a edificação de casas de consumo energético zero.

A nossa agência de energia ainda não definiu os coeficientes de transmissão térmica para as construções designadas de NZEB; contudo, o projetista, não cometerá grande erro se operar com os valores abaixo descritos. Perseguindo este objetivo, para a envolvente, propomos as seguintes resistências térmicas, respetivamente, para as três zonas climáticas.

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Produtos para obtenção da resistência térmica referida consignando 2 lâminas de ar
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Países há, que estão a propor sensivelmente o dobro das performances atrás propostas, visando princípios da auto-sustentabilidade de uma edificação.

O tratamento térmico da envolvente de um edifício

Algumas definições:
A envolvente de uma fração autónoma é constituída pela solução construtiva dos elementos que separam a zona útil – (habitável), da zona não útil – (não habitável). A lavandaria é considerada zona não útil; assim como uma garagem quer seja adjacente, quer esteja situada por baixa da habitação.

Resistência Térmica

A resistência térmica é o parâmetro que define a qualidade/performance de um material que tem em vista o isolamento térmico. As suas unidades vêm nas dimensões: (m².K/W); isto é: o seu valor absoluto significa o nº de m² que consomem 1W, em regime estacionário, por cada grau de diferença de temperatura entre os meios que separa. Por conseguinte, quanto maior for o “R” melhor o seu desempenho.
Uma resistência térmica de 4 (m².K/W), significa que 4m² de solução de tratamento térmico consomem 1W; agora há que multiplicar o número de vezes de 4m² que temos na solução de isolamento colocado, pelo número de graus de diferença de temperatura entre o interior e o exterior dos meios que separa; obtemos o consumo energético em W, do espaço considerado.
O conceito de coeficiente de transmissão térmica torna-se mais prático para a compreensão deste tema.

Coeficiente de transmissão térmica

Este parâmetro define a qualidade térmica global de uma solução construtiva; é definida pela letra “U” e, vem nas Unidades: (W/m².K).

U=1/R
“U” significa o consumo de 1m² de solução construtiva, por cada grau de diferença de temperatura entre o interior e o exterior dos meios que separa. Agora há que multiplicar este valor pelo nº de metros quadrados e pelo número de graus de diferença de temperatura entre o interior e o exterior dos meios que separa, para obtermos a potência elétrica que é necessária fornecer ao sistema para mantermos uma temperatura de conforto.
Temperatura de conforto durante a estação de Inverno:23 °C.

Temperatura de conforto durante a estação de Verão:25 °C.

Muitos têm sido os artigos escritos visando o tratamento térmico das edificações; contudo, constata-se, que, os mesmos privilegiam tecnologias que, sendo elegíveis, não são as únicas e outras há, que promovem igualmente e eficientemente a conservação da energia de uma edificação.

As tecnologias mais correntes para a obtenção deste fim, são respetivamente:

  • Os materiais refletivos;
  • Os materiais da família do Poliestireno;
  • Os materiais da família das lãs minerais.
Sobre as duas últimas famílias, amplamente documentadas, não precisam de apresentação por representarem soluções exequíveis há muito, não necessitando de mais apresentações dado as empresas que as representam constituírem uma posição de hegemonia no setor da construção; apesar de também aqui, haver algumas limitações no tocante á sua estabilidade dimensional no caso dos “poliestireno” e na sua condutividade térmica no caso das lãs minerais quando colocadas num ambiente de humidade relativa superior a 60%; que é bem superior aos 0,04 W/m2.K.
Constatado este fato, importa agora, falar um pouco sobre os materiais, ditos refletivos. Trata-se de um tema pertinente, porquanto há largas dezenas de anos que estes materiais têm vindo a ser utilizados como solução de tratamento térmico e, por via de um menor conhecimento, são em muitas situações, utilizados de forma não consistente com as suas performances, não contribuindo assim, da forma mais eficaz, para o fim a que se destinam que é o de promoverem oposição à transferência de energia entre dois meios a temperaturas diferentes.

O que é um material refletivo?

Um material refletivo, é um produto que apresenta uma superfície de baixa emissividade com valores na ordem dos 0,05, contrastando com os 0,80 de uma superfície de tijolo cerâmico.

Estes materiais são utilizados em grande escala desde os anos sessenta do século passado; contudo, alguns deles, não se enquadram hoje, de uma forma singular, como única solução de tratamento térmico; mas sim como de complemento de isolamento como é o caso de materiais constituídos por elementos bolha de ar ou espumas de polietileno, revestidos com película aluminizada e/ou, mesmo, de Alumínio; com espessuras que variam entre os 4 os 8 milímetros.

Por definição, um isolamento térmico é um produto que deve apresentar uma resistência térmica igual ou superior a 0,30 (m².K/W).

Ora, um produto com 4mm de espessura apresenta uma resistência térmica intrínseca de aproximadamente, 0,1 (m².K/W). Chegados aqui, importa saber um pouco mais sobre o funcionamento dos materiais refletivos e como tira melhor partido das suas propriedades; para o efeito devemos ter presente o modo de transferência de energia entre dois meios, a saber:
  • Por condução;
  • Por convecção;
  • Por radiação.
É através do processo radiativo que os materiais refletivos melhor desempenho apresentam. Para o efeito, para que tal ocorra torna-se necessário a existência de uma lâmina de ar entre as superfícies que separa. Desta forma atuamos também no domínio dos outros dois processos de transferência de energia A condução; e também o da convecção se limitar a lâmina de ar aos 3,5 cm de “espessura” (sentido do menor comprimento). Então, agora, podemos resumir que para os materiais refletivos, a solução construtiva passa por ter uma lâmina de ar não ventilada de ambas as superfícies do material isolante; isto é:
  • A resistência térmica de um isolamento refletivo tem duas componentes;
  • A resistência térmica intrínseca, á qual é adicionada do valor da resistência térmica inerente às lâminas de ar.
  • O que é a resistência térmica intrínseca?
É o valor da resistência térmica que se obtém dividindo a espessura (em metros) do material pela sua condutividade; e é dada nas dimensões, (m².K/W). Os valores das lâminas de ar tomam valores diferenciados consoante se trate de um fluxo de energia horizontal (situação de uma parede), ou fluxo de energia vertical (situação de uma cobertura); e aqui, ainda temos a situação mais preponderante, que é a e um fluxo vertical ascendente. Também pode ocorrer um fluxo vertical descendente que só acontece naqueles momentos em que a temperatura interior é inferior à temperatura exterior, que podemos observar apenas nos dias de grande incidência térmica. (aqui há que contar ainda com o atraso térmico da solução construtiva).
Por conseguinte, a resistência térmica de uma solução com materiais refletivos é: R (m².K/W) = resistências das lâminas de ar não ventiladas + resistência térmica intrínseca do isolamento. Seguem-se alguns valores, muito aproximados, para a resistência térmica das lâminas de ar não ventiladas.
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Se numa situação de parede, a colocação de um simples afastador promove a necessária caixa-de-ar; construindo-se a segunda parede afastada de 2cm; já numa cobertura serão necessários 2 afastadores e uma segunda lâmina de qualquer outro material, que pode ser outro isolamento, para consignar a segunda caixa-de-ar; caso contrário a resistência da lâmina de ar baixo telha é zero.
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Distribuição bidimensional de temperaturas no elemento de parede considerado.

Não raro constatar que vários fabricantes omitem este fato para além de considerarem apenas e nesta situação o fluxo de energia descendente, distorcendo assim a realidade da valoração da solução térmica que ocorre durante uma larga maioria de tempo no decorrer do ano. Nesta situação, o perito qualificado, aquando da emissão do certificado energético contabilizará tão só e apenas a realidade. Verifica-se por vezes, a colocação em baixo-telha de uma simples tela de quatro ou cinco milímetros sem qualquer afastador que consigne a lâmina de ar; nesta situação a resistência térmica que se está a adicionar à solução construtiva é de, tão só e apenas de, aproximadamente, 0,1 (m².K/W)¸ enquanto na realidade precisaríamos adicionar trinta ou quarenta vezes mais resistência térmica, de acordo com cada zona climática.

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Solução com uma resistência térmica com cerca de 5 unidades R=5(m².K/W).

Existe a ideia de que, com isolamentos refletivos há significativo aproveitamento de área útil, o que não é propriamente verdade porquanto necessitamos do espaço inerente às lâminas de ar; que no mínimo são 4 cm; por outro lado quando necessitamos incrementar a resistência térmica estes materiais têm que crescer em espessura; não havendo por isso ganhos significativos em termos de área útil disponível.
Por exemplo; conseguimos adicionar cerca de 2 unidades de resistência térmica a uma parede dupla de 11+15 cm com vantagens comparativas muito significativas:
  • Colocação de um “pano” de isolamento com 1,25m de largura sem qualquer descontinuidade.
  • Este isolamento, quando em alumínio protegido tem uma durabilidade muito superior aos dos seu concorrentes poliestirenos e lãs minerais.
  • Insensível à humidade no caso dos edredões da Reflectherm, por não terem costuras que perfuram o material; constituindo por isso uma barreira para vapor.
  • Evitam condensações.
  • Não são produtos irritáveis etc.
  • Custo benefício elevado.
  • Facilidade de colocação em obra.
Com estes materiais também conseguimos construir coberturas invertidas, consignando-os às necessárias caixas-de-ar e promovendo o encerramento com um OSB ou contraplacado marítimo que por sua vez vai ser impermeabilizado levando posteriormente o geotêxtil e o calhau rolado e lavado. Estes materiais não funcionam no meio de uma laje porquanto não conseguimos a interposição da respetiva lâmina de ar; contudo, quando a laje separa um espaço útil de uma garagem, podemos proceder ao tratamento térmico, ao nível do teto do piso inferior.
Igualmente, quando temos um desvão que é um espaço perdido, podemos e devemos proceder à colocação da solução de tratamento térmico, junto à laje de esteira, no espaço não útil. Conseguimos assim tirar o máximo partido do fator inércia. Por vezes vêm-se soluções “ditas” de tratamento térmico, de materiais refletivos no meio de uma laje, solução que não aprovo, porque aporta à solução construtiva, uma resistência térmica quase nula e muito longe do valor recomendado pela agência de energia para esta situação; e, quando sou questionado sobre o desempenho dessa dita solução, questiono:
Qual o valor aportado da resistência térmica atendendo à resistência térmica intrínseca; isto é, a espessura (em metros) do material de isolamento dividida pela sua condutividade.
Podemos e devemos ter uma noção aproximada da condutividade destes materiais e não cometemos erro significativo se considerarmos para um isolamento multicapas, não perfurado e não colado, uma condutividade entre os 0,032 e os 0,036 (W/m.K) e para os produtos colados de bolha de ar uma condutividade acerca de 0,040 (W/m.K).

Com estes dados qualquer pessoa pode avaliar o desempenho térmico dos isolamentos reflectivos, e, comparar as suas vantagens, relativamente a outras tecnologias usadas como tratamento térmico das edificações. A Reflectherm está à disposição de todos quantos trabalham com a problemática do tratamento térmico, indo ao seu encontro, promovendo, discutindo e avaliando todas as situações julgadas pertinentes pelo público em geral.

Saiba mais aqui: http://www.reflectherm.com.

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