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Portugal Renewable Energy Summit 2020: revista O Instalador foi media partner do evento

Pandemia virou sistema energético ao contrário e renováveis saíram vencedoras

O Instalador14/10/2020

Coube a António Costa e Silva encerrar a conferência da Associação Portuguesa de Energias Renováveis - APREN, a Portugal Renewable Energy Summit 2020, que deu voz a todos os players do setor com o objetivo de analisar o panorama atual e futuro da Eletricidade Renovável em Portugal.

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Evento contou com mais de 450 participantes remotos.

Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN, sublinha a descarbonização da economia enquanto ferramenta essencial no combate às alterações climáticas e como vetor de recuperação económica europeia e nacional, e pede estabilidade regulatória e alinhamento claro entre a política energética e a política fiscal para fomentar investimento no setor.

A pandemia virou o sistema energético ao contrário. O consumo mundial de combustíveis fósseis caiu brutalmente e, em março do presente ano, o petróleo transacionou-se a preços negativos. O murro no estômago foi a saída do índice Down Jones da ExxonMobil, a empresa americana de petróleo e gás que chegou a ser a estrela da companhia.

António Costa Silva, responsável pelo plano estratégico do Governo até 2030, descreveu assim a acelerada mudança que vive o setor da energia a nível mundial, durante o Portugal Renewable Energy Summit. Fechou com chave de ouro a conferência organizada pela APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, que decorreu a 6 e 7 de outubro, com emissão a partir da Culturgest, em Lisboa.

À medida que a procura do petróleo e gás colapsava, durante os meses da pandemia, o consumo de renováveis crescia e as suas empresas viram as ações a valorizar na ordem dos 40 por cento. Quem é o vencedor de toda essa equação energética? “As energias renováveis”, analisou Costa e Silva.
As empresas de combustíveis fósseis deixaram de ser as meninas dos olhos dos investidores, que se viraram para as energias renováveis por saberem que será esse o futuro. Para António Costa e Silva a pandemia veio mostrar que não existe outro caminho que não o da descarbonização, transição energética acelerada e eletrificação de todas as economias mundiais.
“Penso que estamos a falar já não de uma transição energética, mas de um choque energético. Eu penso que esse choque é benéfico para o futuro e sobretudo para o futuro do planeta”. É por isso que António Costa e Silva acredita que, independentemente das dificuldades que os projetos no curto e no médio prazo venham a enfrentar, as renováveis são a tendência e estão alinhadas com os desígnios da União Europeia.
Atualmente, 5% da matriz energética mundial é preenchida por energias renováveis. O grande objetivo é atingir os 25 por cento em 10 anos e chegar aos 50% até 2050.
“Isto exige investimento colossais da ordem dos 750 mil milhões de dólares por ano. Três vezes mais que todo o investimento que temos hoje. Mas esta transição é inapelável. Estamos a assistir ao fim de uma ordem energética baseada no petróleo para passarmos a uma ordem energética baseada na eletricidade”.
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Portugal Renewable Energy Summit 2020

António Costa e Silva foi um dos cerca de 40 oradores que participou na Portugal Renewable Energy Summit 2020. A conferência anual da APREN, pela primeira vez emitida em formato misto (com participação remota de quase 500 pessoas e emissão em direto da Culturgest, em Lisboa) foi palco de discussão de vários assuntos de importância para o setor.

Após um vídeo introdutório de Kadri Simson, Comissária Europeia para a Energia, coube a Paula Abreu Marques (Chefe da Unidade de Política de Renováveis e CCS da Comissão Europeia), Giles Dickson (WindEurope), Walburga Hemetsberger (SolarPower Europe) e Dörte Fouquet (EREF) a análise do Green Deal e as suas repercussões para a estratégia europeia.

No segundo painel, estiveram em análise os desafios e perspetivas para o mercado ibérico, pela mão de Pedro Amaral Jorge (APREN), José Donoso (UNEF) e Juan Virgílio Márquez (AEE), ao qual se seguiu uma conversa com os eurodeputados Maria da Graça Carvalho e Carlos Zorrinho sobre o papel do Green Deal na recuperação económica.

O mercado ibérico de eletricidade renovável voltou a estar em análise, desta feita no que toca ao seu funcionamento em cenários de alta penetração renovável, pela mão do Prof. Peças Lopes, Artur Trindade (OMIP), Nuno Ribeiro da Silva (Endesa Portugal) e Cristina Portugal (ERSE). O painel seguinte debruçou-se sobre a concretização do PNEC e o acesso à RESP, e contou com a participação de João Faria Conceição (REN), João Bernardo (DGEG), João Torres (EDP Distribuição), Nuno Lacasta (APA) e Ricardo Loureiro (Secretaria de Estado da Energia).

Duarte Caro de Sousa (ENGIE Hemera), Luís Pinho (Helexia), Carlos Sampaio (Elergone), João Macedo (Akuo), Inês Campos (Coopérnico) e Francisco Ramos Pinto (Resul) debateram em seguida a importância da pequena escala e de outros modelos de negócio para a descarbonização, ao qual se seguiu um painel totalmente dedicado a um dos temas mais importantes da atualidade energética: o Hidrogénio Verde.

Neste painel, após uma apresentação inicial de Christian Pho Duc (Smartenergy), coube a João Amaral (Voltalia), Salvador Malheiro (PSD), João Cunha (Smartenergy), Nélson Lage (ADENE), Teresa Ponce de Leão (LNEG) e Alcibíades Paulo Guedes (INEGI) o debate sobre o tema.

O último painel da conferência, dedicado aos principais desafios do mercado português de eletricidade renovável contou com a participação de Raoul Filaine (TrustWind), Pedro Norton (Finerge), Álvaro Brandão Pinto (Generg) e Rui Teixeira (EDP), e com uma apresentação por parte de António Costa e Silva, autor do Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030.

Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN, sublinha a descarbonização da economia enquanto ferramenta essencial no combate às alterações climáticas e como vetor de recuperação económica europeia e nacional, e pede estabilidade regulatória e alinhamento claro entre a política energética e a política fiscal para fomentar investimento no setor

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A conferência encerrou com a participação especial do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, que fez também o seu ponto de situação sobre o estado atual do mercado de eletricidade renovável e sobre o que o futuro reserva para o país enquanto percussor em vários âmbitos.

Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN, refere que "o tema da geração de eletricidade renovável no centro da Descarbonização pretende mostrar a imperiosa necessidade de reforçarmos o combate às alterações climáticas, começando pela descarbonização do setor e sistema energético europeu".

"Exemplo disso mesmo é o Green Deal, no qual a Comissão Europeia centra a sua agenda para os próximos quatro anos. De facto, a descarbonização da economia é 'a' ferramenta por excelência no combate às alterações climáticas, e como vetor de recuperação económica europeia e nacional, bem como vetor de criação e desenvolvimento de um novo modelo socioeconómico, descorrelacionado do consumo intensivo de recursos naturais, entre eles e de maior urgência, os combustíveis fósseis", salientou. 

E acrescentou: "a Electricidade Renovável contribuirá significativamente para chegarmos à neutralidade carbónica e para o desenvolvimento de uma sociedade mais consciente das consequências das alterações climáticas. Como pilar socioeconómico fundamental para a cidadania, irá disponibilizar aconselhamento no que toca à alteração de comportamentos, costumes e hábitos de consumo mais sustentáveis, já que a descarbonização e a transição energética têm de ser para as pessoas, com as pessoas. Por outro lado, os montantes de investimento necessário a ser realizado pelo setor privado, nomeadamente famílias e empresas, para implementação das metas do PNEC 2030 e da EN-H2 até 2030, requerem um investimento que rondará, no mínimo os 25 mil milhões de euros. A captação deste investimento para Portugal em condições favoráveis à economia nacional, aos cidadãos e aos consumidores de eletricidade, requer que haja estabilidade regulatória e um alinhamento claro entre a política energética e a política fiscal. Devem, por isso, ser dados os sinais e incentivos claros e necessários na direção certa rumo à neutralidade carbónica em 2050". 

Para saber mais sobre a conferência, clique aqui.

Para ver algumas das gravações das várias sessões da conferência, clique aqui.

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