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Artigo exclusivo: dossier QAI na edição n.º 297 da Revista O Instalador

Qualidade do Ar Interior: a importância das fontes poluentes nos edifícios

Gabriela Ventura |Investigadora do INEGI na área da Qualidade do Ar Interior07/05/2021
Atualmente, o tempo que passamos dentro de edifícios é ainda maior que os 90% registados nas últimas décadas, um reflexo direto dos períodos de confinamento impostos pela conjuntura.
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Além disso, a variabilidade de espaços interiores que frequentamos é muito menor, estando reduzidos às nossas casas e locais de trabalho, que nalguns casos até coincidem. As populações tendem, por isso, a estar mais tempo expostas aos mesmos poluentes, o que reforça a importância de termos um ar interior o menos poluído possível.
Sem sabermos, invadimos as nossas casas com produtos que emitem substâncias poluentes identificadas como a causa de vários problemas de saúde, sobretudo do foro respiratório, como os compostos orgânicos voláteis (COV) e semivoláteis (COSV), o formaldeído e a matéria particulada.

Os materiais de construção são os mais habitualmente associados a este risco, desde logo porque representam uma maior área emissora, levando a que tenham já sido objeto de regulação em muitos países europeus, embora não em Portugal.

No entanto, já podemos encontrar no nosso país materiais de construção com rótulos que atestam a sua baixa emissão. O rótulo ecológico europeu ou o rótulo A+, decorrente de legislação francesa, são os mais conhecidos. O Laboratório da Qualidade do Ar Interior do INEGI (www.inegi.pt/pt/servicos-laboratoriais/qualidade-do-ar-interior/) tem ao longo dos anos colaborado com várias indústrias nacionais e europeias na caraterização de materiais de construção, sendo testemunha de um interesse cada vez maior por parte da indústria nesta temática.

Vários estudos demonstram também que o mobiliário pode ser outra das principais fontes de compostos nocivos como o formaldeído e o fenol, presentes nas resinas aglomeradoras. Um risco considerável, já que o formaldeído é um composto cancerígeno, suspeito de ser mutagénico, assim como o fenol, mas também sensibilizante da pele.
Os próprios produtos de limpeza, as velas, incensos e difusores de aromas apresentam elevadas taxas de emissão de muitos compostos, alguns deles nocivos.
Nestes tempos em que, para muitos, a casa se transformou em escritório ou sala de aula, temos impressoras e computadores, utilizados durante muito mais tempo, que também emitem diversos poluentes, desde matéria particulada a COVs, como o tolueno, etilbenzeno, meta-xileno, para-xileno e estireno, normalmente usados como solventes em toners. No caso das emissões de computadores, incluem-se compostos retardadores de chama organofosforados, hidrocarbonetos aromáticos, alcanos, álcoois, cetonas e aldeídos, particularmente formaldeído, com taxas de emissão que podem ser elevadas.

Educar e sensibilizar as populações é fundamental

A proteção da saúde envolve a implementação de estratégias como a ventilação e o controlo das fontes, que devem ser aplicadas em conjunto. Evitar o uso de produtos ou materiais poluentes e substituí-los por congéneres de mais baixa emissão é uma opção que deve ser posta em prática. Educar e sensibilizar as pessoas para este tema é fundamental. Mas não basta deixar ao consumidor a responsabilidade de fazer essa seleção, numa sociedade em que habitualmente um material mais poluente é também mais barato.

A grande dificuldade na identificação dos produtos menos poluentes através da leitura dos rótulos é outro dos principais entraves ao consumo consciente por parte da população em geral. Nesse sentido, a influência dos Estados seria determinante para aumentar a literacia nesta área.

No período excecional que atravessamos, é imperativo reforçar a importância da Qualidade do Ar Interior, envolvendo todos os intervenientes com um papel ativo no rumo da saúde das populações

Em Portugal, assistiu-se ainda a um retrocesso legislativo no que respeita à Qualidade do Ar Interior (QAI). Se em 2006 com a legislação SCE (Sistema de Certificação Energética dos Edifícios) foi um exemplo, elogiado a nível internacional, ao juntar a QAI à Diretiva EPBD (Diretiva Europeia relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios), em 2013, deixou cair a obrigatoriedade das auditorias de QAI, desresponsabilizando-se sobre o que acontece dentro dos edifícios.

No período excecional que atravessamos, é imperativo reforçar a importância da Qualidade do Ar Interior, envolvendo todos os intervenientes com um papel ativo no rumo da saúde das populações.
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