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Construção de piscinas cai 16% em Portugal face a 2020

O Instalador13/07/2021
O mercado da construção de piscinas caiu cerca de 16% face a 2020 e o preço médio da instalação baixa na ordem dos 17%, revela um estudo da Fixando, a plataforma nacional para a contratação de serviços locais, realizado junto de 8.695 utilizadores, entre os dias 29 de junho e 2 de julho de 2021.
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Dos inquiridos, 85% não tem piscina em casa e 75% não quer ter, devido a custos elevados, impostos altos, ou fraco retorno de investimento, são algumas causas apontadas à diminuição da procura destes serviços, e nem o verão veio oxigenar e impulsionar o setor, que atravessa uma fase difícil, adianta a mesma fonte na análise à compra destes equipamentos.
De sublinhar que não é apenas a procura deste tipo equipamentos que cai, mas também a oferta de profissionais.
Cerca de 71% dos inquiridos diz que não consegue encontrar profissionais qualificados para realizar serviços na área da construção de piscinas, o que revela que a crise se agrava no setor, e muitos profissionais procuram outros mercados melhor remunerados, quando o mercado interno dá sinais de retração.
Em Portugal, a crise sentida pelo agravamento da pandemia, aliada aos salários precários e às fracas condições de trabalho, levam muitos profissionais da área da construção civil a emigrar para países onde as condições salariais e de empregabilidade são melhores.
A esperança do verão ser um catalisador de crescimento económico nesta área, com a aquisição de equipamentos como piscinas ou equipamentos de climatização, é cada vez menor, visto que os consumidores estão a refrear as suas compras.
O mesmo inquérito mostra que também climatização não tem a procura dos anos anteriores, com uma queda na procura de profissionais desta área na ordem dos 19%, apesar do preço médio por serviço ter baixado cerca 24%.
“A pandemia e a redução do rendimento disponível obriga as famílias a fazer escolhas rigorosas, na escolha de equipamentos considerados de luxo. Notamos que, quer a procura de profissionais e serviços, quer a oferta está a diminuir, porque as famílias têm menos dinheiro para a aquisição destes equipamentos, e os profissionais qualificados sentem necessidade de procurar outros mercados mais rentáveis”, explica Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando.
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