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Edifícios que fornecem energia para a rede: a chave para descarbonizar a economia

30/06/2022
Estamos numa altura em que as tensões geopolíticas estão a ter um grande impacto nos mercados energéticos em todo o mundo. Entretanto muitos países estão a mudar dos combustíveis fósseis para fontes de energia menos intensivas em carbono, em conformidade com o Acordo de Paris.
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De acordo com o relatório da McKinsey, Climate risk and the opportunity for Real Estate, o imobiliário gera aproximadamente 39% das emissões totais do mundo. Destes, 11% são produzidos durante o fabrico dos materiais utilizados, enquanto os restantes são emitidos pelos próprios edifícios e pela geração da energia que estes necessitam.

A Eaton, que atua na gestão de energia, apresenta a sua abordagem 'Buildings as a Grid' que, na sua essência, permite que os edifícios comerciais atuem como hubs de energia, ao satisfazer as suas próprias necessidades energéticas ao mesmo tempo que apoiam as das cidades nas mesmas redes, avançando para a descentralização da indústria energética.

“Nos próximos anos veremos uma tendência para a descentralização energética, o que significará um maior envolvimento dos utilizadores na produção e gestão da energia. A grande diferença em relação ao passado é que será energia com baixo teor de carbono, na sua maioria proveniente de fontes renováveis. Por ser um recurso volátil, a sua gestão torna-se essencial e tanto o utilizador como a rede necessitarão de flexibilidade. Neste contexto, os veículos elétricos desempenharão um papel fundamental na gestão energética dos edifícios, uma vez que, além de consumirem energia, as suas baterias poderão armazená-la e devolvê-la à rede”, explica José Antonio Afonso, chefe do segmento Commercial Building da Eaton Iberia.

Acoplamento setorial: a aceleração da transição para energias com baixo teor de carbono

A abordagem 'Buildings as a Grid' baseia-se no conceito conhecido como acoplamento setorial, que procura uma utilização mais eficiente da energia, especialmente das energias renováveis, através do acoplamento do consumo com a produção. Num edifício comercial, esta abordagem exigiria a combinação de um sistema de armazenamento de energia com a produção no local e serviços de carregamento de veículos elétricos.

“Com esta abordagem estaríamos a caminhar para a descarbonização de uma forma significativa, uma vez que se consome menos energia da rede e se utiliza mais energia de carbono zero da geração no local, o que também significa uma maior resiliência à escassez de energia e às flutuações de preços”, esclarece José Antonio Afonso.

Este caminho, definido por 'Buildings as a Grid', permite transformar um edifício num centro energético seguindo os requisitos do novo paradigma energético, gerir melhor a infraestrutura elétrica existente e prepará-la para as necessidades energéticas futuras. Em suma, uma abordagem concebida para desenvolver sistemas energéticos flexíveis, acelerar a descarbonização, reduzir os custos energéticos e criar novas fontes de receitas.

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