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Bosch: resultados preliminares de 2022 indicam cumprimento de metas de vendas

13/02/2023
Vendas da empresa sobem para 88,4 mil milhões de euros e os resultados aumentam 3,7 mil milhões de euros.
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A Bosch acaba de anunciar que apesar do cenário macroeconómico desafiante conseguiu aumentar as vendas e o resultado no ano comercial de 2022. Os dados preliminares indicam que o grupo gerou vendas totais de 88,4 mil milhões de euros. Quanto às vendas estas cerca de 12% em relação ao ano anterior, ou cerca de 10% após o ajuste para efeitos da taxa de câmbio.

Segundo a empresa o EBIT (lucro antes de juros e impostos) das operações atingiu 3,7 mil milhões de euros, sendo que a expetativa é de que a margem EBIT das operações seja de cerca de 4 por cento.

Stefan Hartung, presidente do conselho de administração da Robert Bosch GmbH, na apresentação dos números preliminares de negócios da empresa, afirmou que “num ambiente que continua desafiante, estamos a garantir as nossas oportunidades de crescimento em todo o mundo com investimentos direcionados e a expandir a nossa presença internacional. Queremos oferecer às pessoas em todo o mundo tecnologia ‘Invented for life’ e, assim, contribuir significativamente para a sociedade, seja com soluções que permitem um aquecimento ecológico, economia de energia, como uma mobilidade sustentável”.

Recentemente, a Bosch anunciou que irá investir cerca de 950 milhões de euros ao longo de dez anos num centro de engenharia e manufatura em Suzhou, na China. O centro criará soluções e produtos de mobilidade nas áreas de eletrificação e automação, especificamente projetados para responder à procura do mercado local.

Simultaneamente a Bosch está, também, a investir na Europa. “Um excelente exemplo é a expansão das nossas fábricas de chips em Dresden e Reutlingen”, reforça Hartung. “Até 2026, planeamos investir mais 3 mil milhões de euros no nosso negócio de semicondutores – também como contribuição para combater a escassez de chips no setor de mobilidade”.

A par disso o grupo referiu que também tenciona, concentrar-se mais na expansão dos seus negócios globalmente, em lugares como Egito, Índia, México, Estados Unidos e Vietname.

Sobre o futuro e mais precisamente a energias renováveis Stefan Hartung considera que o seu desenvolvimento pode ser numa forma de resolver os conflitos de interesses e objetivos de sustentabilidade ambiental e económica. “A transformação dos sistemas de energia precisa permanecer acessível, não deve levar a falhas no fornecimento de energia em empresas ou residências e deve deixar os combustíveis fósseis para trás sempre que possível”. Sobre o papel da Bosch o executivo referiu o investimento na tecnologia de célula de combustível e hidrogénio. “No que diz respeito à eletromobilidade, estamos a registar uma entrada de pedidos consistentemente alta”, diz Hartung. Com isso, a Bosch espera registar vendas de 6 mil milhões de euros neste segmento já em 2026. Na China, os negócios com eixos elétricos e motores já devem gerar lucro este ano.

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Tecnologia neutra para o clima: crise energética impulsiona a procura

Ainda sobre a crise energética e climática o responsável da Bosch lembrou que esta está a fazer aumentar a procura global por tecnologia neutra para o clima. No caso da empresa mais de 20 mil milhões de euros já vêm de produtos para o lar. “O nosso portfólio de produtos pode influenciar positivamente cerca de 90% do consumo de energia em casa”, afirma Dr. Christian Fischer, vice-presidente do conselho de administração da Bosch, que também é responsável pelos negócios de tecnologia residencial e de edifícios da empresa. “Desse valor, 85% refere-se a aquecimento e água quente e 15% a eletrodomésticos.”

Na Alemanha, a Bosch já aumentou as suas vendas unitárias de bombas de calor em 50% em 2022. Espera-se que o mercado europeu de bombas de calor cresça 25% a 35% ao ano entre agora e 2025, e quase 40% na Bosch, permitindo que a empresa ganhe participação de mercado. É por isso que a Bosch está a expandir a sua capacidade de produção de bombas de calor na Europa: desde o início do ano, foi inaugurada uma nova unidade de produção em Eibelshausen, na Alemanha.

Mas o grupo acredita que há ainda mais potencial de crescimento na transformação de sistemas de energia. “No entanto, essa transformação deve ser acessível”, explica Fischer. “Em edifícios, o custo de renovação e adaptação não deve ser subestimado.” Isso explica o motivo pelo qual a Bosch está a focar-se em sistemas de aquecimento híbridos que consistem em bomba de calor e caldeira a gás. Para o futuro, o vice-presidente da Bosch vê um potencial adicional na otimização combinada dos fluxos de energia em veículos e edifícios: “Estamos a eletrificar tudo, de bicicletas a sistemas hidráulicos – e sabemos lidar tanto com edifícios como com carros”.

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Desenvolvimentos do negócio em 2022: negócios de mobilidade registam o maior crescimento de vendas

“Apesar da escassez de semicondutores e de uma economia enfraquecida, todos os setores de negócios conseguiram aumentar suas vendas”, explica Dr. Markus Forschner, membro do conselho de administração e diretor financeiro da Robert Bosch GmbH. Com 52,6 mil milhões de euros, o maior setor de negócios, Soluções de Mobilidade, mais uma vez gerou as maiores vendas em 2022. O aumento de 17% nas vendas chegou a 12% após o ajuste para efeitos da taxa de câmbio. “A boa notícia é que as nossas vendas cresceram mais rápido do que a produção automóvel”, explica Forschner.

. O setor de negócios de Tecnologia Industrial alcançou um crescimento de vendas de 14 por cento para 6,9 mil milhões de euros. Depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio, o crescimento das vendas foi de 11%. De acordo com Forschner, a compra da HydraForce e a aquisição da Elmo são marcos importantes para os negócios de tecnologia industrial da Bosch.

Quanto aos Bens de Consumo foi possível aumentar, ligeiramente, as vendas – 2% - para os 21,5 mil milhões de euros. Depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio, esse número sobe para 3%. No setor de negócios de Tecnologia de Energia e Edifícios, por outro lado, o crescimento refletiu a inabalável e elevada procura por tecnologia residencial e de construção energeticamente eficiente. As vendas aumentaram para 7 mil milhões de euros, depois de ajustar os efeitos da taxa de câmbio, o aumento de 15% fica a 13%.

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Evolução dos negócios em 2022: crescimento mais forte no segundo semestre

“Encorajadoramente, todas as regiões aumentaram as suas vendas significativamente”, afirma Forschner. “Vimos um crescimento especialmente forte no segundo semestre de 2022.” Na Europa, as vendas totalizaram 44,8 mil milhões de euros. O aumento de 8% equivale a 10% após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio. “O crescimento na Europa foi mais afetado do que em outras regiões pela guerra na Ucrânia e respetivas consequências”, explica Forschner. Na América do Norte, as vendas cresceram 25%, para 14,3 mil milhões de euros. O aumento foi de 11% após o ajuste para efeitos da taxa de câmbio, o que o torna o segundo maior aumento de vendas em todas as regiões do Grupo Bosch. O desenvolvimento dos negócios da Bosch com soluções de aquecimento e ar condicionado foi especialmente encorajador. Na América do Sul, as vendas totalizaram 1,8 mil milhões de euros. As vendas, portanto, cresceram mais rápido do que em qualquer outra região – em 30%, ou 21% após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio. Como apontou Forschner, “a economia forte foi um fator chave para esse crescimento”. Na Ásia-Pacífico, o crescimento das vendas foi de 12 por cento, ou 8 por cento após o ajuste dos efeitos da taxa de câmbio, com vendas totalizando 27,5 mil milhões de euros. Segundo Forschner, a região beneficiou do forte crescimento da Índia. Por outro lado, as mudanças da China na sua política Covid-19 prejudicaram o desenvolvimento dos negócios no final do ano.
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E 2023?

Para este ano a Bosch prevê uma desaceleração económica e espera que a produção económica global cresça menos de 2% no ano atual. “O clima de negócios global já está a refletir os encargos económicos”, reforça Forschner. “A subida das taxas de juro está a pesar no investimento, sobretudo na atividade de construção e no consumo privado.”

No caso da Europa em específico, “a situação está a ser agravada pelo aumento acentuado dos custos de energia, mesmo após os recentes declínios”. De acordo com Forschner, a Bosch está a sentir uma desaceleração económica em setores importantes e espera ver uma pressão de custo contínua nas cadeias de valor. Ao mesmo tempo, uma quantidade significativa de capital deve ser despendida para financiar o crescimento em tecnologias futuras.

“Uma empresa inovadora como a Bosch deve fazer pesados investimentos iniciais”, explica Forschner, reforçando que ao longo de 2023 a Bosch pretende assim aumentar as suas vendas e melhorar ainda mais a sua rentabilidade. “Estamos a caminho de atingir a nossa meta de margem de longo prazo de pelo menos 7%”, declara o CFO da empresa. “Nesses mares economicamente agitados, manteremos um equilíbrio – entre proteger a nossa lucratividade e solidez financeira, por um lado, e investimentos e possíveis aquisições, por outro.”

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