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A Trane está a trabalhar para "conceber soluções para habitação coletiva de custos controlados não só para a climatização como também para o aquecimento das águas quentes sanitárias".

Entrevista com Francisco Augusto, Country Leader da Trane Portugal

Alexandra Costa01/06/2023

A climatização é uma pequena parte dos negócios da Trane. Mas uma linha onde a empresa quer continuar a crescer, nomeadamente nas bombas de calor industriais. Em entrevista à revista O Instalador Francisco Augusto, diretor-geral da Trane Portugal, revelou que a empresa vai começar a trabalhar na produção “sub-Freezing” com a nova linha de amoníaco para temperaturas até aos -30ºC. A par disso, o próximo mês vai, oficialmente, anunciar a aquisição da MTA.

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Qual a principal aposta da Trane para este ano no que concerne à climatização?

Ter toda a gama de fluidos com índice GWP inferior a 750 como o R 454b, R513A, R1234ze, R1233zd(E) e amoníaco. Continuar o forte crescimento nas bombas de calor industriais e para a climatização, ou seja, dos 30 aos 120°C de água quente com as Exergy. Por outro lado, vamos começar a trabalhar na produção “sub-Freezing” com a nova linha de amoníaco para temperaturas até aos -30°C, claro que não estamos a falar de climatização em algumas destas apostas, já que a climatização é apenas uma porção da nossa linha de produtos e serviços.

Como vê a evolução do sector?

O sector esteve em crescimento nos últimos anos, muito pelo crescimento de sectores específicos como a indústria da saúde, armazenamento de dados e alimentação. A climatização fora destes sectores tem tido um crescimento estável.

Que inovações tem a Trane colocado nos seus produtos? Quais as suas principais preocupações?

Como inovação podemos referir a “Exergy”, uma bomba de calor com a capacidade de produzir água quente até 120°C, e deste modo dar um contributo na descarbonização das indústrias. Entrar no mundo do frio industrial e reduzir a pegada de carbono, quer seja na nossa produção quer seja nos componentes que adquirimos é uma das grandes preocupações da empresa. Estamos igualmente empenhados na sensibilização em toda a cadeia de fornecedores para a redução carbónica.

Qual o papel da indústria da climatização – e da Trane – num mundo em que se apela à eficiência energética dos edifícios e à redução da pegada de carbono?

A indústria tem de reduzir o consumo energético dos equipamentos e utilizar componentes que reduzam esse impacto, como fluidos com baixo GWP, eletrificação do aquecimento e redução dos consumos elétricos. A Trane, neste campo, tem feito um enorme investimento no desenvolvimento de novos produtos. Atualmente temos um portfolio bastante interessante de soluções que permitem melhorar a eficiência energética das instalações.

A aquisição da AL-KO Air Technology é sinal do investimento da Trane na área da qualidade e tratamento do ar? Quais os próximos passos?

A Trane adquiriu recentemente a AL-KO, e não só. Durante o mês de maio a Trane irá anunciar oficialmente a aquisição da MTA. A AL-KO Air Technology é o especialista alemão em sistemas de ventilação e tratamento do ar avançado e eventualmente o fabricante do sector com a melhor tecnologia existente. O objetivo será ter uma maior diversidade de mercado com uma gama de soluções direcionadas para mercados de alta qualidade e com níveis de exigência superiores à média, tais como indústria farmacêutica, hospitais e laboratórios. A AL-KO é uma empresa com mais de 50 anos de experiência neste sector.

A Trane presta serviços de aluguer de AVAC temporário. O que os levou a criar esse serviço? Qual tem sido a adesão e quem são os principais clientes?

Existe a necessidade de alugar equipamentos em todas as áreas, e pelos motivos mais diversos. No nosso caso surgiu para colmatar situações de paragens de unidades que faziam parte de instalações críticas que não podiam parar para manutenções. Desta forma o cliente continua sem paragens na produção. Quando lançamos este produto estávamos longe de imaginar o que iríamos conseguir ter no parque para aluguer em Portugal. Neste momento estamos a lançar na nossa frota os contentores frigoríficos de 20 e 40”, como os que circulam via marítima e nos camiões TIR, que podem fazer de 45º até -70°C (menos setenta não é engano!).

O sector da reabilitação urbana está em crescendo – fruto, também, das metas definidas pela Comissão Europeia. Em que medida os sistemas de climatização podem ajudar no cumprimento das metas e quais os principais desafios?

Sim, de facto a Trane têm estado a cooperar com algumas entidades no sentido de conceber soluções para habitação coletiva de custos controlados não só para a climatização como também para o aquecimento das águas quentes sanitárias.

O que a empresa está a fazer no sentido de diminuir a sua (e dos seus clientes) pegada de carbono?

Como referido, o caminho é reduzir consumos elétricos, reduzir a dependência dos combustíveis fosseis e nas nossas fábricas também aplicar o princípio da descarbonização na produção. O uso de fontes de energia limpa, projetos de eletrificação, equipamentos inovadores são algumas das ações da empresa em prol de um mundo sustentável. A meta é ousada: reduzir em 1 bilhão de toneladas a emissão de gás carbónico até 2030.

Como foi a prestação da Trane (na área da climatização) em 2022 e quais as perspetivas para 2023?

O ano de 2022 foi ano recorde para a Trane Portugal e para a Trane Europa, para 2023 as perspetivas são novamente de entregar crescimento em faturação e em lucros operativos.

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