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Tendências na produção solar descentralizada

Alejandro Mena , Head of Solar and Power Products, Galp12/09/2023
Hoje, graças ao autoconsumo, qualquer pessoa pode agora ter um papel ativo e independente na produção de eletricidade, até aqui um domínio exclusivo das utilities.
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A transição energética é um jogo longo. E embora esse jogo ainda só tenha começado, não restam muitas dúvidas de que o solar fotovoltaico é, até ver, a grande estrela do lado das energias renováveis no roteiro para a descarbonização. E na base do sucesso do solar está, em certo sentido, o facto de ser a mais madura das green techs. Das grandes centrais solares fotovoltaicas nas zonas rurais às pequenas instalações nos telhados das nossas casas na malha urbana, o solar é responsável por uma descentralização sem precedentes do sistema, enquanto reinventou a relação do cidadão com a energia. Graças ao autoconsumo, qualquer pessoa pode agora ter um papel ativo e independente na produção de eletricidade, até aqui um domínio exclusivo das utilities.
É evidente que o paradigma de geração de energia mudou. Não surpreende que, por todo o lado os painéis fotovoltaicos sejam uma presença cada vez mais habitual no nosso dia a dia, permitindo que os Estados cumpram as suas metas ambientais, que as famílias poupem dinheiro e que as empresas abracem a jornada de sustentabilidade.
Antes de colocar o foco na produção descentralizada, e compreender as causas do seu sucesso, é importante ler as tendências macro que refletem o lugar proeminente desta energia renovável no novo sistema energético mundial.

No Renewables Market Update de 2023 da Agência Internacional de Energia (IEA) lê-se que teremos em 2023 o maior crescimento de sempre das energias limpas. Dois terços dos novos 440 GW de capacidade renovável adicionada ao sistema energético global terão origem no solar fotovoltaico. Mais surpreendentes são os dados que encontramos no IEA Investment Report: em 2023 há mais capital a fluir para investimentos em solar do que para o oil & gas. Ou dito de outra forma: a produção de eletricidade solar fotovoltaica atrai mais de mil milhões de dólares de investimentos por dia.

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Evidentemente, não podemos isolar estes indicadores de uma realidade em que 80% da energia que o mundo consome ainda é fóssil – e vai continuar a ser durante algum tempo.
Todavia, eles validam a aposta estratégica de diversificação energética feita por empresas como a Galp, que até há bem pouco tempo tinham o seu negócio principal no oil & gas.
Com 1.4 GW de capacidade operacional, a Galp é já hoje um dos principais produtores de energia solar na Península Ibérica e o seu mix energético vem refletindo um peso crescente das renováveis.
Portugal, Espanha e Brasil são as geografias onde a Galp está a fazer os seus investimentos em capacidade renovável, sobretudo solar, com o objetivo de chegar a 2025 com 4 GW.
A par dos investimentos em capacidade instalada, a Galp desenvolveu uma solução descentralizada de produção de energia renovável baseada na conceção e instalação de sistemas e serviços de produção de energia solar de menor escala para autoconsumo, com o objetivo de permitir uma rápida transição energética às famílias e empresas.
A Galp recorre a tecnologias avançadas, tais como análise de imagem de satélite, algoritmos de inteligência artificial e big data, para otimizar o custo de aquisição e instalação e painéis solares descentralizados, oferecendo a solução que melhor se adapta às necessidades de cada cliente.
Com 10 mil instalações no final de 2022 em Portugal e Espanha, a Galp é um dos agentes de energia descentralizada com o crescimento mais rápido na Península Ibérica.
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O número total de instalações realizadas pela Galp evitou a emissão de 7.200 toneladas de CO2 e permitiu uma poupança anual agregada de €4,8 milhões aos consumidores.
São vários os fatores que estão na origem do impulso do autoconsumo solar nos dois países. As ajudas de estado e incentivos fiscais importam, mas é a maturidade da tecnologia fotovoltaica, com drásticas reduções de preço, e a confiança num fornecedor credível como a Galp que verdadeiramente conta para o consumidor – já que estes tipos de soluções se destinam a prestar um serviço durante 20 ou mesmo 25 anos. Perante um choque externo – a guerra na Ucrânia, com consequente subida de preços de eletricidade – muitos não hesitaram em analisar as alternativas disponíveis no mercado e aderiram ao autoconsumo. A facilidade de instalação, a boa experiência do utilizador e os bons resultados alcançados foram geradores de confiança e de word of mouth na sociedade, um efeito de prescrição valioso que contribuiu para a massificação da tecnologia.
Com este mercado a entrar numa fase de estabilização, com potencial de crescimento identificado nas comunidades de energia e nas soluções para condomínios residenciais, começam a desenhar-se algumas tendências para extrair ainda mais partido das soluções de produção solar descentralizada.
De onde sobressai, desde logo, a necessidade de baterias ou energy storage. Como fornecedor de flexibilidade, as baterias fazem o match entre períodos de geração elevada e consumo baixo ou o inverso, períodos de geração baixa e consumo elevado, o que traz benefícios e maximiza o aproveitamento da produção solar descentralizada. A tecnologia não é barata, mas assistimos a um movimento sincronizado de maior sofisticação, maior procura e uma lenta, mas sustentada, descida de custos.
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Já em 2022 notámos que uma em cada cinco novas instalações da Galp incluiu a adoção de uma bateria, o que permitiu uma poupança média adicional de €267 euros por ano, por consumidor, proporcionando uma autonomia superior a 60% no consumo final. A empresa continuará a apoiar os seus clientes na gestão da procura e no desenvolvimento de qualquer solução que confira mais poupança, mais independência e maior eficiência.
Olhando para a frente, as bombas de calor são outra tecnologia prometedora. As bombas de calor – que bombeiam calor de um lado para o outro – são uma solução elétrica mais sustentável e mais barata face às tradicionais soluções de aquecimento a gás e que podem tirar partido da produção solar descentralizada.
Atenta ao mercado, antecipando tendências e necessidades, a Galp continuará a contruir uma proposta de valor sólida, radicalmente centrada no cliente e no seu perfil de consumo, com novos produtos e serviços que captem o elevado potencial do mercado ibérico e que contribuam para que cada empresa e cada família tenham sucesso na sua jornada de descarbonização.

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