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Aerotermia: um mercado em crescimento

Alexandra Costa27/11/2023
Nuno Lourenço, AC & B2B Iberian Sales Director na Hisense Iberia, em conversa com O Instalador, revela que hoje já não há distinção entre estações. Os equipamentos são vendidos durante todo o ano. E aponta uma distinção clara entre os dois mercados vizinhos. Se Portugal aposta nos multis já Espanha prefere as condutas.
Nuno Lourenço, AC & B2B Iberian Sales Director na Hisense Iberia
Nuno Lourenço, AC & B2B Iberian Sales Director na Hisense Iberia

“Infelizmente o mercado da climatização está a crescer em parte devido às alterações climáticas”. Esta é a opinião de Nuno Lourenço, AC & B2B Iberian Sales Director na Hisense Iberia, que acrescenta que, por exemplo, na gama doméstica já não há um pico no verão. “Hoje em dia a gama de splits já se vende durante todo o ano”, revela, acrescentando que é um fenómeno que acontece tanto em Portugal como em Espanha.

Apesar da proximidade, são mercados distintos. “Portugal é um mercado orientado para sistemas multis, Espanha está mais orientada para as condutas”. A explicação é que “os arquitetos não querem ver nenhum equipamento nas casas”. À parte disso, quer na gama residencial quer o mercado comercial estão em franco crescimento. Principalmente a primeira com “um crescimento no mercado superior a 20%”.

Nuno Lourenço aponta ainda as tecnologias em que as marcas estão a apostar, nomeadamente a aerotermia – que está a crescer exponencialmente nos dois países, a que se junta a gama VRF que também está numa fase de crescimento, com “uma penetração cada vez maior”.
Questionado sobre se a aposta da Comissão Europeia no aumento da eficiência energética dos edifícios pode potenciar o mercado da climatização a resposta foi perentória: sim, principalmente o da aerotermia. Porque “há um claro mercado de substituição entre as caldeiras e a aerotermia – equipamentos mais eficientes”. A isto junta-se a troca dos equipamentos puramente elétricos, como por exemplo os termoacumuladores elétricos por termoacumuladores com bomba de aerotermia.

Há ainda outro desafio. Pelo menos no que concerne ao mercado europeu. As condições das suas cidades, com edificado já existente, está a obrigar os fabricantes a encontrar novas soluções. Nomeadamente equipamentos mais pequenos, aponta Nuno Lourenço que acrescenta ainda novos sistemas de controle. O executivo lembra que por vezes há dificuldades na instalação das máquinas pelo que os fabricantes estão a procurar ter distâncias maiores entre a unidade interior e exterior para que esta fique na cobertura dos edifícios, por forma a não afetar as fachadas dos edifícios.

Sobre a presença na feira, Nuno Lourenço refere que era imprescindível a presença da Hisense. Porque é uma marca nova, que está a crescer e a apostar muito em publicidade – um exemplo claro é o facto de serem patrocinadores do Campeonato Europeu de Futebol. “Estar na feira é mais um plus para a nossa visibilidade e uma forma de receber os clientes e mostrar as novidades que temos”.

Há ainda uma outra tendência que se verifica em crescendo: a ligação dos equipamentos de climatização às energias renováveis. Algo que, na opinião de Nuno Lourenço faz todo o sentido. O executivo dá o exemplo da Hisense que anunciou, na feira de Madrid, o lançamento de inversores solares e baterias solares. “O nosso objetivo é que todas as nossas máquinas comuniquem com muita facilidade com os equipamentos de energia renovável, nomeadamente os painéis fotovoltaicos”, afirma. Aliás já se começam a ver empreendimentos em que as habitações são autossuficientes. “Acho que esse é o futuro”, aponta Nuno Lourenço que acrescenta que, por enquanto são soluções ainda muito caras. O executivo dá o exemplo das baterias cujo break-even deveria ser de ser, no máximo, quatro anos, mas que, por enquanto, situa-se nos sete anos. “O nosso objetivo é conseguir lançar equipamentos mais baratos, para que as pessoas possam ter essa autossuficiência ou não depender tanto da energia elétrica”.

As expetativas foram cumpridas e o stand recebeu a visita de muitos portugueses. Face a isto coloca-se uma pergunta: Faria sentido uma feira em território nacional? “Acho que faz sentido porque o mercado da climatização está a ter bastante evolução”, responde Nuno Lourenço, que considera que as marcas iriam aderir. Mas, acrescenta, não poderia ser no mesmo ano da feira em Madrid. Talvez alternada, mesmo porque isso incentivaria os espanhóis – os que estão mais perto da fronteira – a ir a Portugal. “Porque não deixa de ser o mercado ibérico”.

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