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Bombas de calor: um contributo para a descarbonização

Celeste Campinho, presidente da Direção da AIPOR - Associação dos Instaladores de Portugal

27/02/2024
A eliminação progressiva até 2050 dos gases fluorados, utilizados em vários equipamentos AVAC-R, incluindo as bombas de calor, trazem desafios ao setor.
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Desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a União Europeia (UE) tem antecipado os planos de expansão das energias renováveis e de aumento da eficiência energética, não só para acelerar o afastamento dos combustíveis fósseis russos como para aumentar o ritmo da descarbonização, tão necessária.

No âmbito da estratégia ‘RePowerEU’ a Europa tem por objetivo duplicar a taxa de implantação de bombas de calor nos edifícios e instalar mais 10 milhões até 2027, segundo dados da Horizon, a Revista de Investigação e Inovação da UE.

É também importante recordar que na Europa os edifícios representam 40% da procura de energia e 36% das emissões de CO2, o principal gás com efeito de estufa. De acordo com o Eurostat, cerca de metade da energia consumida na UE destina-se ao aquecimento e à refrigeração e mais de 70% continua a ser proveniente de combustíveis fósseis, principalmente do gás natural.

As bombas de calor assumem, neste contexto, um papel muito importante na estratégia do combate às alterações climáticas, mas também no que respeita ao contributo decisivo que podem ter na descarbonização da sociedade, pela utilização nestes equipamentos, cada vez mais, do fluido verde, R290.

Eficiente em inúmeras aplicações

A bomba de calor utiliza recursos naturais (ar, água, terra) para fornecer não só aquecimento, mas também arrefecimento e água quente sanitária (AQS) durante todo o ano. É a única tecnologia de ar condicionado que contribui para o triplo objetivo estabelecido pela UE: é energeticamente eficiente, utiliza renováveis e reduz as emissões de CO2. Estes equipamentos têm inúmeras aplicações, nomeadamente, na produção de água quente, aquecimento, aquecimento de piscinas, ar condicionado e processos industriais. Entre as inúmeras vantagens, destacam-se a eficiência energética, a sustentabilidade, fácil manutenção dos equipamentos e também a fiabilidade. Esta é também uma tecnologia muito versátil, sendo que pode ser aplicada em várias tipologias de instalações, sejam edifícios públicos, residenciais, na indústria e comércio.

Mudanças e instaladores

No percurso da transição energética e da descarbonização, a UE tem trabalhado em caminhos mais verdes e que irão ter impacto em todos os Estados-membros, incluindo Portugal. Em outubro de 2023, o Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo político provisório para uma eliminação mais célere até 2050, dos gases fluorados, utilizados em refrigeração, aparelhos de ar condicionado, bombas de calor ou equipamentos de proteção contra incêndio. São, assim, reforçadas as proibições de comercialização no mercado europeu de produtos que contenham hidrofluorocarbonetos (HFC), gases fluorados, de forma a acelerar a adoção de soluções mais amigas do ambiente. O acordo prevê uma meta de zero hidrofluorocarbonetos até 2050, com uma redução progressiva do consumo entre 2024 e 2049. Entretanto, em 16 de janeiro de 2024, o acordo provisório assinado em 05 de outubro de 2023 passou a definitivo, mantendo o texto final do Regulamento relativo aos gases fluorados com efeito de estufa, que altera a Diretiva (UE) 2019/1937 e que revoga o Regulamento (UE) n.º 517/2014. Neste momento, apenas esperamos a formalização desta alteração que terá lugar em 29 de janeiro de 2024 no Conselho da União Europeia e a sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia prevista para o próximo mês de março.

Tudo isto irá ser um desafio para o setor AVAC-R, sejam fabricantes, empresas instaladoras e técnicos devidamente habilitados, e obrigar ao desenvolvimento de novos equipamentos, novos fluidos refrigerantes e atualização de competências. Contudo, na AIPOR estamos conscientes que tal será possível e que o mercado está preparado, e, em particular, os técnicos certificados também, já que muitos procedimentos, que decorrem das novas obrigatoriedades, são muito semelhantes. Mas, obviamente, há que não esquecer que é essencial reforçar conhecimentos no âmbito destes novos fluidos, de forma a que a segurança seja a primeira prioridade. Contem connosco para esse caminho e para essa transição justa!

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