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Hidrogénio

Bosch coloca em funcionamento o seu primeiro eletrolisador próprio com pilhas de eletrólise Hybrion

15/01/2026

A Bosch aposta fortemente no hidrogénio. Após o lançamento oficial, em março, das pilhas de eletrólise Hybrion PEM (PEM = membrana de troca de protões), a empresa colocou agora duas delas em funcionamento num eletrolisador na sua fábrica de Bamberg, na Alemanha. Com uma potência total de 2,5 megawatts, converte água em hidrogénio e oxigénio utilizando eletricidade verde, cumprindo assim os requisitos da UE para o hidrogénio renovável.

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A entrada em funcionamento do eletrolisador, em Bamberg, marca o início de uma nova etapa: faz parte de um projeto integral de hidrogénio concebido para demonstrar diversas formas de o produzir, armazenar e utilizar. “O hidrogénio desempenha um papel fundamental num mundo climaticamente neutro, algo a que nos comprometemos enquanto sociedade, na Alemanha e na Europa, e é uma fonte de energia ideal. Pode ser produzido, armazenado e transportado quase em qualquer lugar, e de forma climaticamente neutra. Para a Bosch, o hidrogénio continua a ser um negócio de importância estratégica”, afirmou Markus Heyn, membro do conselho de administração da Bosch e presidente da área de negócios Mobility. “O início oficial do nosso eletrolisador e a inauguração da infraestrutura de hidrogénio aqui em Bamberg são um marco importante para nós.”

Funcionamento do eletrolisador

No coração do eletrolisador, construído pela FEST, empresa sediada em Goslar (Alemanha), encontram-se duas pilhas de eletrólise Bosch Hybrion fabricadas em Bamberg. Cada uma das pilhas tem uma potência de 1,25 megawatts e produz cerca de 23 quilogramas de hidrogénio por hora a partir de água e eletricidade. À carga máxima, o eletrolisador pode produzir mais de uma tonelada métrica de hidrogénio por dia. Isto fornece combustível suficiente para que um camião elétrico de 40 toneladas - equipado com um módulo de alimentação de célula de combustível (FCPM) da Bosch - percorra até 14.000 quilómetros.

O parque de hidrogénio de Bamberg conta com um módulo FCPM deste tipo, equipado com uma célula de combustível Bosch, que funciona continuamente dentro de um “contentor vitalício” para avaliar a sua durabilidade. O hidrogénio que alimenta o FCPM flui para o contentor a partir do eletrolisador através de uma rede de tubagens. Aqui, o processo de produção de hidrogénio, que antes se realizava nas pilhas de eletrólise PEM, é agora invertido: o hidrogénio e o oxigénio entram nas pilhas de combustível do FCPM, onde reagem para produzir água e energia elétrica. A eletricidade gerada pelo FCPM regressa ao eletrolisador, onde é utilizada tanto para testar o eletrolisador, como para produzir hidrogénio localmente. Estes testes contínuos dentro do contentor simulam uma ampla gama de cenários de utilização para garantir a durabilidade e a fiabilidade dos FCPM.

Compromisso com o hidrogénio

A produção em grande escala do FCPM começou na fábrica da Bosch em Estugarda-Feuerbach, em meados de 2023. “A Bosch consegue produzir hidrogénio em grande escala”, afirma Thomas Pauer, presidente da divisão Power Solutions. “Envolvemo-nos nesta área numa fase inicial, realizámos investimentos antecipados e agora oferecemos soluções técnicas prontas para o mercado. Isso inclui o nosso módulo de energia de pilhas de combustível. O facto de ter sido nomeado para o ‘Prémio Futuro da Alemanha’ demonstra que esta tecnologia da Bosch está na vanguarda. E isto aplica-se tanto às pilhas de combustível como à eletrólise”.

Bamberg conta também com uma segunda estação de testes para as pilhas de eletrólise PEM Hybrion fabricadas nesta unidade. Antes de entregar as pilhas aos clientes, a Bosch garante que atinjam um desempenho e uma eficiência fiáveis em condições reais de funcionamento. Por exemplo, simulam-se diversos perfis de carga para verificar a reação de cada pilha às flutuações elétricas. Além disso, todas as pilhas Hybrion são ativadas antes da entrega, de forma a estarem prontas para uso imediato nas instalações do cliente. Outra característica destacada da infraestrutura é o tanque de hidrogénio com 21 metros de altura, onde é possível armazenar hidrogénio proveniente da eletrólise a uma pressão de até 50 bar.

A Bosch já alcançou os seus primeiros marcos em tecnologia de eletrólise em 2025. Após o seu lançamento no mercado na primavera, iniciaram-se as entregas a diversos clientes e parceiros, incluindo empresas como Kyros Hydrogen Solutions, Neumann & Esser, Pietro Fiorentini e a sua subsidiária, Hyter.

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