As autoestradas nacionais podem desempenhar um papel relevante na transição energética. Um estudo do Observatório da Energia da ADENE aponta para um elevado potencial de produção de eletricidade solar ao longo da rede rodoviária portuguesa.
Divulgado em dezembro, o estudo “Avaliação do potencial e viabilidade técnico-económica da instalação de sistemas fotovoltaicos nas autoestradas portuguesas”, desenvolvido em parceria com o Instituto Superior Técnico, analisa o aproveitamento solar em infraestruturas como nós de acesso, áreas de serviço, pórticos de portagens, barreiras acústicas e taludes.
A análise abrange cerca de 77% da rede de autoestradas nacionais, correspondente a uma área total de 583 km², estimando um potencial máximo de instalação de 13,7 GW. No entanto, este cenário exige um investimento significativo na rede elétrica. Considerando apenas as localizações com postos de transformação a menos de 500 metros e capacidade de injeção disponível, o potencial reduz-se para 1,3 GW, o equivalente a cerca de 6% da potência fotovoltaica prevista no Plano Nacional Energia e Clima 2030.
Estas potências permitiriam uma produção anual estimada de 17,9 TWh no cenário máximo e de 1,7 TWh no cenário condicionado. Para comparação, o consumo total de eletricidade em Portugal em 2024 situou-se nos 51,4 TWh.
O estudo identifica os nós de acesso e as áreas de serviço como localizações prioritárias, sublinhando a possibilidade de integração dos sistemas fotovoltaicos com postos de carregamento para veículos elétricos, o que poderá aumentar a rentabilidade dos investimentos.
Além do contributo para as metas nacionais de energia renovável, a instalação de painéis solares em autoestradas permitiria evitar a ocupação de solos com outros usos potenciais, reduzindo também impactos ambientais associados à expansão de novas áreas de produção energética.
Pode consultar o estudo aqui.
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