Um estudo sobre a qualidade do ar nas escolas veio reforçar a importância de intervenções simples, mas bem orientadas, nos edifícios educativos. O trabalho resulta de uma parceria entre a Eurovent e a UK Health Security Agency, e sublinha o impacto direto que a Qualidade Ambiental Interior tem na saúde e no desempenho dos alunos.
De acordo com o estudo, níveis elevados de dióxido de carbono, poluentes atmosféricos, temperaturas inadequadas e ventilação deficiente contribuem para problemas respiratórios, aumento do absentismo escolar e quebra no desempenho cognitivo dos alunos. Em contrapartida, a implementação de medidas práticas e tecnicamente acessíveis pode gerar melhorias significativas no ambiente escolar e nos resultados de aprendizagem.
A investigação destaca a importância do cumprimento rigoroso das normas de ventilação, nomeadamente a manutenção dos níveis de CO₂ abaixo dos 1000 ppm, bem como a utilização de sistemas de filtragem de alta eficiência e de materiais de baixa emissão. Estas soluções, além de melhorarem a salubridade dos espaços, revelam-se economicamente viáveis e alinhadas com objetivos de eficiência energética.
O estudo sublinha ainda que o aumento das taxas de ventilação pode reduzir o número de faltas às aulas e melhorar a rapidez e a precisão na realização de tarefas escolares. A temperatura das salas de aula surge igualmente como um fator determinante, sendo identificada uma faixa próxima dos 22 graus como a mais favorável ao processo de aprendizagem.
Para além dos benefícios diretos para os alunos, os investigadores apontam ganhos socioeconómicos relevantes, resultantes da redução dos custos em cuidados de saúde e do aumento do sucesso académico. A manutenção regular dos sistemas AVAC e a monitorização contínua dos parâmetros ambientais são identificadas como medidas essenciais para garantir ambientes educativos mais saudáveis, seguros e eficazes.
Consulte o estudo, aqui.

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