Ano após ano, continua a ser um dos maiores problemas do setor da construção e imobiliário, no seu todo, com particular enfoque para as instalações técnicas especiais. Falamos da falta de mão de obra que atinge este importante setor em Portugal! E trata-se de uma carência que se agudiza e se agrava cada vez mais. Este, é em nossa opinião, o grande desafio que temos em mãos. Faltam trabalhadores e, mais grave, escasseiam trabalhadores qualificados em toda a fileira da construção. Este cenário tem impactos significativos nas obras, nos custos e também na exigência de cumprimento de prazos. Se pensarmos que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terá de ser executado este ano, percebemos o drama de muitos empresários, com prazos para cumprir, projetos para concluir e falta de mão de obra qualificada durante o processo.
Para a AIPOR - Associação dos Instaladores de Portugal, a formação é um tema que nos é caro, já que temos, nos últimos anos, insistido na urgência e na necessidade de haver por parte das empresas, associações e do Governo uma estratégia clara e robusta que aposte nas competências dos profissionais do setor da construção e imobiliário.
Este défice de trabalhadores impacta na economia, já que este é um dos setores que mais contribui para a riqueza nacional e representa um forte pilar do desenvolvimento económico nacional. Portugal não se pode dar ao luxo de continuar a desperdiçar talento - que emigra - quando, ao mesmo tempo, precisa de pessoas qualificadas.
Lamentamos, por isso, que ao mesmo tempo que muitas empresas fazem esforços de sustentabilidade e inovação, tenham dificuldades na contratação de mão de obra qualificada, colocando em causa o crescimento estrutural do mercado, sendo que esta situação está a tornar-se uma das maiores entropias ao desenvolvimento do setor e do país.
No caso das instalações técnicas especiais - setor em que a AIPOR atua – temos trabalhado afincadamente na formação especializada dos profissionais, de forma a corresponder aos desafios que diariamente se colocam, pautados cada vez mais pela conjuntura económica e pelas necessidades de sustentabilidade e eficiência energética. Nesta medida, a AIPOR, em parceria com entidades acreditadas, oferece aos seus associados o acesso a formação que responde às necessidades das várias áreas das instalações técnicas especiais.
É por isso que a AIPOR continua a apostar no conhecimento e validação de competências das pessoas, nomeadamente, para o setor AVAC-R, através do seu Organismo de Certificação de Pessoas (OCP), acreditado pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC) para o âmbito de certificação de técnicos de manuseamento de gases fluorados com efeito de estufa e substâncias alternativas - certificados A1, A2, B, C, D e E. Destacamos a importância do OCP da AIPOR que, em novembro de 2025, foi o primeiro organismo acreditado em Portugal para emitir novos certificados para Dióxido de Carbono (CO2) e Amoníaco (NH3), de acordo com o Regulamento (UE) 2024/573 e o Regulamento de Execução (UE) 2024/2215.
Em suma, é fundamental continuarmos todos - empresas, academia e associações - a apostar na formação das pessoas, porque sem trabalhadores não há setor nem economia que resistam, e o crescimento sustentável é decisivo para que possamos atrair, formar e reter talento. É urgente colocar este problema no centro de uma agenda de discussão que possa agregar todos os agentes envolvidos. Contem com a AIPOR para ajudar neste desígnio!
Celeste Campinho, presidente da direção da AIPOR.
Para mais informações, visite o website do OCP - Organismo de Certificação de Pessoas:


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