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Solar Térmico

AQS eficiente | Da energia solar às bombas de calor e ao fotovoltaico

Be Air10/04/2026
Durante muitos anos, a produção de água quente sanitária (AQS) em habitações foi assegurada principalmente através da instalação de sistemas solares térmicos. Estes equipamentos registaram um crescimento significativo em Portugal, impulsionado sobretudo pela regulamentação energética orientada para a melhoria da eficiência dos edifícios. Para além disso, permitiam reduzir o consumo de energia convencional associado à produção de AQS.
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Os sistemas solares térmicos apresentam diversas vantagens. Destaca-se a elevada eficiência na conversão da radiação solar em energia térmica, permitindo aproveitar diretamente um recurso renovável e abundante. Trata-se também de uma tecnologia madura, utilizada há várias décadas e amplamente testada no mercado, o que faz com que os profissionais do setor possuam grande familiaridade com a sua instalação e manutenção. Adicionalmente, estes sistemas contribuem para a melhoria da classificação energética dos edifícios.

Contudo, ao longo do tempo foram também identificadas algumas limitações. A produção depende fortemente da radiação solar, o que origina variações significativas ao longo do ano. Em períodos de menor incidência solar, a energia produzida pode não ser suficiente para satisfazer as necessidades de AQS, sendo necessário recorrer a sistemas de apoio, normalmente elétricos ou a gás. Acrescem ainda operações de manutenção periódicas, como a verificação do fluido térmico e de outros componentes, bem como riscos associados ao sobreaquecimento nos meses de verão ou à degradação do fluido ao longo do tempo.

Com o objetivo de ultrapassar algumas destas limitações, têm vindo a ganhar relevância as bombas de calor para produção de AQS. Estas soluções integram normalmente um depósito de armazenamento dimensionado de acordo com as necessidades da habitação e apresentam coeficientes de desempenho (COP) elevados, permitindo alcançar níveis de eficiência energética muito significativos. Ao contrário dos sistemas solares térmicos, não dependem diretamente da radiação solar, garantindo uma produção de água quente mais estável ao longo do ano. A instalação é relativamente simples, as necessidades de manutenção são reduzidas e a integração em sistemas de gestão energética é facilitada, podendo ainda ser facilmente articuladas com sistemas fotovoltaicos.

Departamento Técnico da Be Air

Departamento Técnico da Be Air.

Para ilustrar estas diferenças, consideremos o exemplo de uma habitação ocupada por um casal e duas crianças. Em média, estima-se um consumo diário de cerca de 50 litros de água quente por pessoa, no entanto, considerando a presença de crianças pode assumir-se um valor ligeiramente superior. Com este perfil de consumo, poder-se-ia instalar um sistema solar térmico com depósito de 300 litros ou, em alternativa, uma bomba de calor com depósito de aproximadamente 270 litros.

No caso do sistema solar térmico, os principais custos ao longo do tempo estão associados à manutenção. Uma análise de mercado indica que o custo médio do material necessário para uma manutenção anual ronda os 150€, valor que normalmente não inclui deslocação nem mão de obra. Assim, assumindo uma manutenção anual, o utilizador terá uma despesa mínima de cerca de 150€ por ano.

No caso da bomba de calor, os custos estão sobretudo associados ao consumo de energia elétrica. Considerando o mesmo perfil de utilização e uma bomba de calor equipada com ânodo eletrónico, estima-se um consumo anual aproximado de 695 kWh. Assumindo um custo médio da eletricidade de 0,19€/kWh, obtém-se uma despesa anual na ordem dos 132€.

Estes valores indicam que, do ponto de vista económico, a bomba de calor pode revelar-se uma solução mais vantajosa, não apenas pelo consumo energético, mas também pela redução das necessidades de manutenção e pela simplicidade do sistema.

Neste contexto, os sistemas fotovoltaicos assumem um papel cada vez mais relevante. Para além de permitirem a produção de energia elétrica para autoconsumo, contribuem para reduzir a dependência da rede elétrica e para diminuir a fatura de eletricidade. Quando corretamente dimensionados, podem ainda alimentar equipamentos como bombas de calor, aumentando o nível de autoconsumo energético da habitação.

Ferramenta digital apoia dimensionamento de sistemas fotovoltaicos

Com o objetivo de facilitar este processo, o departamento técnico da Be Air desenvolveu uma ferramenta online dedicada ao dimensionamento de sistemas fotovoltaicos. Esta ferramenta utiliza os dados de consumo energético do cliente, obtidos a partir das faturas de eletricidade, para estimar o número de painéis necessários e apresentar um relatório detalhado de desempenho. O relatório inclui estimativas de produção, gráficos de consumo energético, orçamento detalhado com acesso às fichas técnicas dos equipamentos, esquema elétrico de apoio à instalação e o cálculo do retorno do investimento.

Desta forma, o instalador consegue apresentar ao cliente final uma solução adequada às suas necessidades energéticas de forma rápida e autónoma.

Na Be Air, a abordagem passa pela integração de diferentes soluções tecnológicas, combinando produção de energia, climatização e gestão energética. O objetivo é propor aos clientes soluções completas e eficientes que permitam uma gestão mais inteligente da energia, tirando o máximo partido dos recursos disponíveis e garantindo elevados níveis de conforto e eficiência energética.

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Para mais informações, visite https://be-air.pt/pt/

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