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Edifícios | Entrevista

Concreta e Eletrica 2026 juntam construção e energia numa abordagem integrada ao edifício

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“O setor atravessa uma transformação profunda e a Concreta procurará refletir essa realidade. A construção colaborativa será o grande eixo conceptual da edição de 2026, promovendo uma maior integração entre arquitetos, engenheiros, fabricantes, empreiteiros, promotores e entidades públicas.”
“Atualmente, um edifício eficiente resulta da articulação entre diferentes sistemas tecnológicos que comunicam entre si, permitindo otimizar consumos, reduzir emissões, aumentar o conforto dos utilizadores e melhorar a gestão operacional.”

A Concreta e a Eletrica regressam em simultâneo à Exponor, de 18 a 21 de novembro de 2026, colocando a integração entre construção, instalações técnicas, energia e tecnologia no centro da edição. Em entrevista, Paulo Vaz, administrador executivo da EXPONOR FIPORTO, aborda as principais apostas dos dois certames, da descarbonização e digitalização à automação, mobilidade elétrica e gestão energética, bem como os desafios relacionados com a qualificação de profissionais.

Paulo Vaz, administrador executivo da EXPONOR FIPORTO
Paulo Vaz, administrador executivo da EXPONOR FIPORTO.

A Concreta 2026 apresenta-se como um espaço de debate sobre construção colaborativa e sustentável. Quais são as principais expectativas da organização para esta edição, em termos de participação de expositores e visitantes, e que peso espera que tenha a componente internacional, quer ao nível das empresas, quer dos profissionais presentes?

A Concreta 2026 pretende afirmar-se como o principal ponto de encontro dos profissionais da arquitetura, construção, engenharia e design em Portugal. Esperamos uma edição particularmente dinâmica, com um crescimento da participação de empresas expositoras e um reforço da qualidade do visitante profissional, mantendo o perfil altamente qualificado que caracteriza este certame.

A internacionalização será uma dimensão estratégica desta edição. Pretendemos reforçar a presença de empresas estrangeiras e aumentar a participação de prescritores, arquitetos, engenheiros, investidores e compradores internacionais, transformando a feira numa plataforma privilegiada para a promoção da indústria portuguesa, para o estabelecimento de parcerias e para a abertura de novos mercados.

Mais do que uma exposição comercial, a Concreta é um espaço onde se encontram quem projeta, quem fabrica, quem constrói e quem decide, criando condições para gerar negócios, conhecimento e inovação.

O programa técnico desta edição privilegia temas como a construção colaborativa, a descarbonização e a inovação aplicada. Quais acredita que serão as grandes tendências em destaque na Concreta 2026 e de que forma refletem as mudanças que o setor da construção e da instalação está a viver?

O setor atravessa uma transformação profunda e a Concreta procurará refletir essa realidade. A construção colaborativa será o grande eixo conceptual da edição de 2026, promovendo uma maior integração entre arquitetos, engenheiros, fabricantes, empreiteiros, promotores e entidades públicas.

A descarbonização do ambiente construído será igualmente um dos temas centrais, abordando não apenas a eficiência energética dos edifícios, mas também o carbono incorporado nos materiais, a reutilização de recursos, a economia circular e a avaliação do ciclo de vida das construções.

Paralelamente, ganharão destaque a industrialização da construção, a digitalização dos processos através do BIM, a Inteligência Artificial, a automação, os novos materiais de baixo impacto ambiental e as soluções tecnológicas capazes de aumentar a produtividade e reduzir desperdícios.

Estas tendências traduzem a evolução de um setor que procura construir melhor, com menor impacto ambiental, maior eficiência e maior capacidade de resposta às exigências atuais do mercado.

A Concreta e a Eletrica voltam a realizar-se em simultâneo. Que vantagens traz esta complementaridade?

A realização simultânea das duas feiras representa uma enorme mais-valia para visitantes e expositores.

Hoje, a construção deixou de poder ser encarada de forma compartimentada. A integração entre arquitetura, engenharia, instalações técnicas, eficiência energética, automação e mobilidade elétrica exige uma abordagem multidisciplinar.

A complementaridade entre Concreta e Eletrica permite precisamente reunir toda esta cadeia de valor num único espaço, potenciando contactos, oportunidades de negócio e uma visão integrada das soluções disponíveis no mercado.

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“Os visitantes terão oportunidade de conhecer soluções que integram climatização, iluminação, automação, produção e armazenamento de energia, carregamento para mobilidade elétrica e sistemas inteligentes de monitorização.”

Que novidades poderão os visitantes encontrar na Eletrica?

A Eletrica acompanhará as grandes tendências do setor energético.

Os visitantes encontrarão soluções nas áreas da mobilidade elétrica, produção e armazenamento de energia, autoconsumo, redes inteligentes, gestão técnica de edifícios, domótica, automação, eficiência energética, carregamento de veículos elétricos, integração de energias renováveis e digitalização das infraestruturas.

Será uma mostra muito orientada para as necessidades futuras dos edifícios inteligentes.

Hoje, falar de um edifício eficiente é falar de integração entre instalações elétricas, AVAC, automação e produção de energia. Esta será uma das grandes apostas da edição de 2026?

Sem dúvida. Essa visão integrada será uma das marcas distintivas da Concreta e da Eletrica 2026. Atualmente, um edifício eficiente resulta da articulação entre diferentes sistemas tecnológicos que comunicam entre si, permitindo otimizar consumos, reduzir emissões, aumentar o conforto dos utilizadores e melhorar a gestão operacional.

Na feira, os visitantes terão oportunidade de conhecer soluções que integram climatização, iluminação, automação, produção e armazenamento de energia, carregamento para mobilidade elétrica e sistemas inteligentes de monitorização. Esta abordagem transversal reflete a evolução do mercado, onde a eficiência deixou de depender apenas da qualidade individual dos equipamentos para passar a resultar da integração de todo o edifício como um sistema inteligente.

A realização simultânea da Concreta e da Eletrica potencia precisamente esta visão, reunindo todos os intervenientes da cadeia de valor num mesmo espaço e promovendo soluções integradas para os desafios da construção contemporânea.

De que forma podem a Concreta e a Eletrica contribuir para responder à falta de profissionais qualificados?

As feiras têm uma importante missão de aproximação entre empresas, escolas, universidades, centros tecnológicos e entidades de formação.

Para além da exposição comercial, a programação técnica, os debates, as demonstrações ao vivo e as apresentações de projetos constituem momentos privilegiados para atrair jovens talentos, divulgar novas competências e aproximar o mundo da formação das necessidades reais da indústria.

Ao promover o contacto direto entre profissionais experientes e novas gerações, os certames contribuem igualmente para valorizar as carreiras ligadas à construção e às instalações técnicas.

Há algum aspeto adicional que considere importante destacar sobre a Concreta 2026?

A Concreta 2026 pretende afirmar-se como muito mais do que uma feira. Queremos que seja uma plataforma de reflexão, conhecimento, inovação e negócio, capaz de antecipar o futuro da construção em Portugal.

O tema da construção colaborativa traduz uma mudança de paradigma. Os grandes desafios do setor — sustentabilidade, habitação, produtividade, digitalização, industrialização ou descarbonização — dificilmente poderão ser resolvidos por empresas ou especialidades a trabalhar isoladamente. Exigem cooperação, partilha de conhecimento e integração entre todos os agentes da cadeia de valor.

Por isso, reforçámos significativamente a componente de conteúdos técnicos, com conferências, debates, demonstrações, apresentação de casos de estudo, projetos inovadores e iniciativas como o Prémio Concreta UNDER 40, que continua a distinguir o talento das novas gerações de arquitetos. Paralelamente, a feira contará com zonas de experimentação, espaços dedicados à inovação e às startups e momentos de networking que aproximam fabricantes, projetistas, construtores, investidores e decisores.

A própria organização procurará ser coerente com os princípios que promove. Algumas opções expositivas adotadas nesta edição refletem uma preocupação efetiva com a redução do impacto ambiental do evento, demonstrando que a sustentabilidade não é apenas um tema de debate, mas também uma prática que queremos incorporar na organização da feira.

Estamos convencidos de que a Concreta 2026 será uma edição particularmente relevante para o setor, reunindo conhecimento, inovação, oportunidades de negócio e uma forte participação dos profissionais que estão a transformar a forma como se projeta, constrói e gere o ambiente edificado.

Para mais informações, sobre a Concreta e a Eletrica, visite os seguintes websites:

Concreta - www.exponor.pt/concreta/

Eletrica - www.exponor.pt/eletrica/

 

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