As vendas de bombas de calor residenciais aumentaram 11% nos primeiros seis meses de 2026 nos 12 mercados europeus analisados pela European Heat Pump Association (EHPA). No período foram comercializadas cerca de 1,163 milhões de unidades, contra 1,048 milhões no primeiro semestre de 2025.
As vendas passaram de 1,048 milhões de unidades no primeiro semestre de 2025 para cerca de 1,163 milhões no mesmo período deste ano.
A evolução ocorre num contexto de forte pressão sobre os mercados energéticos. Em fevereiro, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, contribuindo para uma subida dos preços do petróleo e do gás. Pouco depois, a Comissão Europeia apresentou propostas para incentivar a redução dos impostos sobre a eletricidade e acelerar a substituição dos combustíveis fósseis.
Para a EHPA, estes fatores poderão ter contribuído para o crescimento das vendas, num mercado em que o preço da eletricidade continua a ser determinante para a adoção de bombas de calor.
Paul Kenny, diretor-geral da EHPA, defende uma alteração da fiscalidade energética: “A Europa está a pôr fim à sua dependência de uma droga tóxica e dispendiosa, fornecida por parceiros pouco fiáveis: o gás. Quanto mais rapidamente a eletricidade se tornar a solução mais acessível, mais depressa conseguiremos avançar para uma energia limpa. A solução passa por reduzir os impostos sobre a eletricidade e transferir essa carga fiscal para os combustíveis fósseis.”
No ‘Electrification Action Plan’, a Comissão Europeia propõe que a tributação da eletricidade não seja superior à do gás e prevê uma revisão dos encargos de rede, de forma a favorecer soluções flexíveis como as bombas de calor.
Os dados abrangem a Áustria, Bélgica, Suíça, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Portugal e Suécia.



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